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“Campus de verão” marcado pelo respeito dos alunos pelas regras e pontualidade

O campus de verão do projecto Aminga foi marcado pela pontualidade e o respeito pelo regulamento interno da parte dos alunos. Esta é a constatação de Tashima e Stephany, as responsáveis pelo registo das entradas e o cumprimento das regras desse evento desportivo e educativo realizado na escola dos Salesianos.

Segundo Tashima, de uma escala de zero a 10 atribui nota nove ao comportamento das crianças. “Fazemos o check-in às sete horas e já estão cá com 15 minutos de antecedência. Dá-nos tempo de tomar a temperatura corporal – devido a Covid-19 – e registar a entrada de todos os participantes”, ilustra. Segundo esta haitiana, apenas dois alunos chegaram a faltar as aulas durante esta semana.

Com experiência em vários campus de verão realizados nos Estados Unidos, Tashima realça que o evento da Aminga teve a particularidade de associar o desporto com as disciplinas de informática e língua inglesa. “Este é um grande diferencial porque na América os alunos escolhem fazer os jogos e pronto. Negam participar noutros eventos, só querem jogar. Aqui todos os estudantes aprenderam basquetebol ou voleibol e assistiram as aulas de informática e língua inglesa. Alunos que não sabiam nada de inglês já conseguem dizer alguma coisa”, frisa Tashima. 

Gestora do projecto, Stephany salienta que ainda ninguém quebrou as normas internas do campus e dá o mérito à infraestrutura da escola salesiana e ao trabalho da equipa de análise comportamental, executada por Kimiyo e Brandon. Esta dupla, enfatiza Stephany, toma nota de quase tudo e estabelece uma ponte de comunicação consistente com os formadores que permite detectar as situações e fazer a abordagem correcta em tempo.

“A minha função é manter as coisas na linha, sou uma espécie de polícia (risos). Compete-me também recolher os dados do campus e preparar os relatórios para serem entregues aos patrocinadores e aos futuros patrocinadores dos próximos campus”, explica Stephany.

Esta jovem já participou em eventos do género nos países da costa oeste e norte da África e, para ela, Cabo Verde apresentou melhores condições em termos de infraestruturas. “Encontramos, por exemplo, uma sala de informática bem equipada. Há potencialidades aqui que podem ser exploradas mais a fundo.”

A cada dia, segundo Stephany, aprende-se algo novo no campus. Aspectos que, conforme esta também haitiana, vão constar das recomendações para a próxima edição.

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