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CAF retira o título do Senegal e Marrocos é declarado campeão na secretaria

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O Comité de Apelação da Confederação Africana de Futebol oficializou a vitória administrativa do Marrocos sobre o Senegal na final da Copa Africana de Nações (CAN 2025). Ao acolher o recurso da Federação Real Marroquina de Futebol, a CAF revisou a decisão do Comitê Disciplinar e aplicou o Artigo 84 do regulamento, que determina a derrota por desistência com o placar de 3 a 0.

A decisão do Comité de Apelação se baseia na interrupção da partida provocada pelos senegaleses em janeiro, após a marcação de um pênalti a favor do Marrocos. Segundo a nota oficial, a conduta da equipe do Senegal infringiu os princípios de fair play e segurança estipulados nos artigos 82 e 84 da competição. 

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Para além da perda do tītulo, o jogador marroquino Ismael Saibar teve a multa de 100 mil dólares anulada e a suspensão reduzida para 3 jogos oficiais. Já a Federação Marroquina teve a multa de 100 mil dólares por interferência na área de revisão do VAR confirmada, mas foram abrandadas as punições por incidentes com os apanha-bolas reduzidos para 50 mil dólares e o uso de laser baixou para 10 mil dólares. 

Senegal venceu o Marrocos na final por 1 a 0, golo marcado no prolongamento. O Marrocos recorreu alegando que o abandono temporário do campo pelos jogadores senegaleses, em protesto contra a arbitragem, deveria resultar em derrota automática, conforme as regras da CAF. 

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O Comité concordou, anulando o resultado obtido na bola e declarando os marroquinos vencedores por W.O. (walkover,em inglês), que acontece quando é atribuída a vitória a equipa adversária por desistência, não apresentação na data e hora estabelecida, número insuficiente de jogadores para continuar a partida. 

O Marrocos é, assim, declarado vencedor na secretaria e recebe o troféu e as medalhas de ouro, consolidando sua posição como a principal força desportiva do continente africano após o desempenho histórico na última Copa do Mundo e o investimento na sede da CAN 2025.

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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