Desporto

Bino Santos estranha críticas lançadas à FECAH pelo fisiculturista Iguer Castro: “Versão não corresponde 100% à realidade”

O presidente da Federação Cabo-verdiana de Halterofilismos estranhou as críticas lançadas pelo atleta Iguer Castro sobre o apoio recebido dessa entidade para participar no campeonato mundial de fisiculturismo em Espanha e no Diamond Cup Lusofonia da IFBB, em Portugual. Segundo Bino Santos, em nenhum momento sentiu que o fisiculturista ficou chateado, a ponto de relatar à imprensa situações que, diz, não correspondem totalmente à verdade dos factos.

Segundo Bino Santos, apesar das dificuldades financeiras, a FECAH apoiou financeiramente Iguer Castro e Lino Rodrigues e Cabo Verde foi representado pela primeira vez por dois atletas no mundial de fisiculturismo. Em termos concretos, refere que a federação assumiu os custos da viagem de S. Vicente para Praia, as despesas com o visto, a passagem para Europa e a inscrição – que incluiu o alojamento, a alimentação e participação na prova. Santos adianta que estava à espera que a organização do campeonato mundial assumisse o transfer do aeroporto para o hotel.

“Isso, no entanto, não aconteceu e os atletas pagaram essa deslocação, assim como o custo do teste PCR à Covid-19. No entanto, a federação devolveu-lhes os montantes gastos”, diz Bino Santos. Quanto ao visto de estadia em Portugal, Santos afirma que esse problema surgiu porque Iguer Castro resolveu ficar mais uma semana nas terras lusas para visitar familiares.

Este dirigente explica que o visto era para 30 dias, mas a estadia era de 15 dias. E que, quando a federação foi contactada por Iguer, deu o devido expediente para conseguir prorrogar a estadia e permtir a participação do atleta no Diamond Cup. “Agora, Iguer deveria lembrar que ele não foi para Portugal de féria, mas sim para competir”, comenta Bino Santos, para quem Iguer Castro teve a sorte de participar em duas competições internacionais na sua primeira oportunidade para representar Cabo Verde, o que não acontece com todos os atletas.

Apesar de estranhar as críticas feitas por Iguer Castro, que chegou a ameaçar inscrever-se na federação de outro país, o presidente da FECAH assegura que vai manter as portas abertas e continuar a trabalhar com o atleta, da mesma forma que faz com os outros, até porque, acrescenta, está nos planos da federação continuar a participar nas provas internacionais. E a seu ver a presença de Iguer e Lino no mundial foi bastante positiva.

Bino Santos enfatiza que a participação de Cabo Verde no mundial deveria contemplar um treinador e um delegado. E, caso isso fosse possível, facilitaria a vida aos competidores. Só que, adianta, a FECAH recebeu até ao momento 30% do valor do contrato-programa e tem funcionado à base de empréstimos e de ajudas de empresas. “As pessoas precisam entender de uma vez por todas qual a nossa realidade desportiva. E lembrar-se também que os dirigentes associativos e federativos são voluntários, que colocam o seu tempo ao serviço do desporto”, frisa Santos.

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