Cultura

Orson Lopes apresenta single de estreia “Tatuod na Mim”

“Tatuod na Mim” é o single do álbum de estreia do jovem cantor cabo-verdiano Orson Lopes. Nascido em Sāo Vicente, Lopes, de 34 anos, vive há 12 em França. De acordo com este jovem artista, “Tatuód na mi”  tem a produção de Khali Angel e é uma melodia calma e suave. Orson considera que a música ajuda-lhe a viajar pelas ilhas da Morabeza, mergulhar no azul do mar e trazer Cabo Verde tatuado no coração.

            —-Por João A. do Rosário—-

Mindelo Insite – Este é o primeiro single do teu novo trabalho discográfico. Fala-nos deste trabalho?

Orson Lopes – Sim, trata-se do meu primeiro single e é uma forma de prestar homenagem à nossa terra querida. A música tem uma pontinha de saudade que nós que estamos fora de Cabo Verde sentimos.

MI – Cabo Verde tatuod na mim uma excelente homenagem ao teu país. Pormenoriza mais sobre esta composição?

OL – Sim como disse para nós que estamos longe da terra aperta aquela saudade que dói no coração e faz com que as vezes nos sentimos perdidos dentro das nossas lembranças. Escrevi esta música como forma de expressar tudo aquilo que o meu coração sente. Aquela saudade que nós faz encolher e nos faz querer voltar à nossa terra.

MI – É uma música suave que embala quem ouve. As vezes parece Jazz, outras vezes morna e outros géneros. Está é uma fusão de géneros musicais, incluindo os de Cabo Verde?

OL – Sim é uma fusão de géneros musicais. Mas digo sempre que, nas minhas composições, tento trazer algo único e diferenciados.

MI – Este é um primeiro single e, certamente, haverá outros. No final pretende lançar um disco? Como será o trabalho completo, outras músicas e melodias ou dentro do mesmo estilo de Tatuod na Mim?

OL – Em breve vai sair o meu segundo single. O que posso adiantar é que viajo muito entre vários estilos musicais, mas sempre com aquele toque de música cabo-verdiana. O meu segundo single vai ser uma música mais “terra a terra”. Relata a realidade que temos e que vivemos em Cabo Verde.

MI – Como vê a música de Cabo Verde e qual a comparação que faz entre a velha e a nova geração?

OL – A música de Cabo Verde faz parte da nossa história enquanto nação e povo. Foi e é contado e cantado por vários artistas. Vai perdurar no tempo passando de geração em geração. E nós da nova geração, cada um com a sua visão, vamos continuar a contar estas histórias da vida do nosso povo. 

Viajar na música

MI – Para si qual o significado da música na tua vida?

OL –  A música para mim é uma forma de viajar, sem sair do mesmo lugar. Faz-me ficar mais próximo dos meus próprios sentimentos. As vezes quando não me sinto bem a música me faz relaxar e sentir aliviado. Assim quando estou a criar coloco todos os meus sentimento na composição.

MI – Como apareceu a música na tua vida?

OL – Desde muito novo mesmo. A música esteve presente na minha vida desde criança. Gostava de escutar as serenatas,  via e escutava músicas na televisão. Também na minha zona sempre ouvia vários estilos de música. O meu pai, que viajava muito, sempre trazia discos de fora que permitiram ter contacto com diferentes estilos musicais. 

MI – Quem é o Orson Lopes?

OL: É um jovem sanvicentino de 34 anos residente em Marseille, França, simples e apaixonado e que quer dar a conhecer a forma de ver, criar e de estar na música. Quero dessa forma contar histórias que vivi e da vivência de outras pessoas bem ainda de como penso que deveria ser o mundo.

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