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Fotógrafo Zé Pereira participa com 15 imagens cabo-verdianas na exposição “We are Afrika” na sede do Banco Mundial

O fotógrafo Zé Pereira é o único representante de Cabo Verde na monumental exposição We are Afrika: The power of women and youth organizada pelo Grupo Banco Mundial na sua sede, em Washington, no dia 13 de setembro. Pereira participa nesse megaevento online e presencial – que reúne obras de artistas africanos emergentes da música, cinema, pintura e outras áreas – com 15 imagens em grande formato. Cliques captados em várias ilhas e dedicados a temas como o empoderamento da mulher, a juventude, a biodiversidade, o djuntamôn e as mudanças climáticas.

Três das fotografias fazem parte do vídeo promocional, o que aumenta o orgulho de Zé Pereira em fazer parte desse acontecimento, que constitui a sua 39. exposição e décima terceira a nível internacional. “Esta exposição é um marco importante para mim, por poder estar ao lado de grandes artistas africanos”, comentou o fotógrafo, para quem fotografar é sempre uma sublime oportunidade de dar voz ao silêncio. E, por vezes, acrescenta é necessário fazê-lo gritar.“Gritar por justiça social, gritar por humanidade, gritar pela natureza e pelo meio ambiente, gritar por crianças e mulheres violentadas, por idosos abandonados, gritar por respeito pelas culturas e tradições que nos são diferentes e estranhas, no fundo gritar por amor.

Para representar o poder da mulher, escolheu uma imagem do deserto de Viana. Segundo o artista, as dunas de areia desenham um corpo feminino e o deserto acaba por simbolizar a ausência de valores, a discriminação e a violência contra a mulher. “Preferi expressar esta mensagem de forma subjectiva”, explica.

Inicialmente, o evento era apenas online, mas passou a ser também em formato presencial. No entanto, Zé Pereira será representado pelo Cônsul de Cabo Verde em Washington e um técnico da Embaixada de Cabo Verde nos Estados Unidos.

We are Afrika: The power of women and youth é uma exibição promovida pelo Grupo Banco Mundial para celebrar e explorar o trabalho de artistas africanos emergentes. Através das suas obras, entende o BM, será possível denotar a forma como artistas dos diferentes países visualizam as temáticas constantes da exposição e como perspectivam o futuro. O evento está alinhado com o foco do BM sobre as mudanças climáticas e o desenvolvimento do chamado plano do capital humano africano, que foi criado por esse banco em 2019.

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