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Festival de Baia das Gatas marcado para 12 a 14 de agosto com prata da casa, Djodje e Calema 

A 36ª edição do Festival de Música da Baía das Gatas está marcada para os dias 12, 13 e 14 de Agosto, e contará com a presença de artistas e grupos cabo-verdianos com quem a Câmara Municipal de São Vicente tem compromissos desde o final-de-ano passado, entre os quais Djodje e Os Calema, segundo noticia a Inforpress. 

De acordo com Augusto Neves, citado pela agência de notícias, a Câmara de São Vicente tenciona retomar, este ano, as actividades culturais “na totalidade”. No entanto, esta retoma será feita sempre em diálogo e ouvindo as autoridades sanitárias, já que a pandemia da Covid-19 ainda não acabou. “Obviamente que a retoma não será com a força de anos anteriores, mas será uma forma de iniciar, e vamos conversar com os organizadores do Kavala Fresk Feastival, que é realizado em Julho, do Summer Jazz e com a Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (LIGOC – SV)”, frisou. 

Com a LICOG-SV, prossegue, discute-se a possibilidade de realizar ainda o Carnaval de Verão, “o que vai depender muito deles e da forma como estão organizados”, reforçou. Já relativamente a edição 2022 do Festival da Baía das Gatas, a ideia, segundo Neves, é retomar “com a normalidade possível”, já que, este ano não será como nos anos anteriores, com convites a grupos estrangeiros. “Mas vamos contar com grupos de cabo-verdianos na diáspora e artistas com os quais temos um compromisso, que vem do tradicional baile de fim-de-ano na Rua d’Lisboa de 2019, entretanto cancelado devido a pandemia, entre eles Djodje, Calema e outros”, concretizou o autarca.

Igualmente, a CMSV vai retomar as festas de São João, na Ribeira de Julião, com um grupo nacional da diáspora, e as restantes festas de romaria. Neves reconheceu que a autarquia passa por “alguma dificuldade financeira”, mas que tem contactado empresas e parceiros que, “dado a confiança”, já disponibilizaram “alguns patrocínios”. “Vamos seguir nesta linha a ver se outras empresas se juntem à câmara para fazermos as actividades habituais, mas tudo faremos para que a nossa agenda cultural seja cumprida e seja uma retoma boa”, disse Augusto Neves.

É que, argumenta, os próximos anos vão ser especiais para São Vicente, sendo hoje unânime reconhecer a importância das actividades culturais para a ilha, que têm tido o condão de arrastar outros investimentos, exemplificando os hotéis em construção. “Peço à população, aos governantes e a todos que acreditemos na nossa potencialidade cultural, na nossa identidade, porque São Vicente tem a sua riqueza no homem e na cultura. Se conseguirmos aproveitá-los ao máximo de certeza que as famílias conseguirão viver melhor e melhoramos consideravelmente a qualidade de vida na ilha”, finalizou.

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