Cultura

Estreia hoje via zoom “A Arte de Encarar o Medo”, com artistas de três continentes

Estreia esta sexta-feira, especificamente na plataforma zona a peça teatral “A Arte de Encarar o Medo”. Trata-se de uma produção internacional com um elenco de artistas de três continentes: Europa (Alemanha, Inglaterra e Suécia), África (Cabo Verde, Nigéria, Senegal, África do Sul e Zimbabwe) e América do Sul (Brasil). 

O texto é sobre este mundo distrópico ou solitário, depois de 5.555 dias de quarentena devido a crise da pandemia. “Em um mundo isolado, muitas coisas não estão disponíveis para as pessoas. Apesar do controlo absoluto do governo sob a comunicação digital, ainda tem a chance de manter o contacto via internet”, lê-se no comunicado, onde se realça ainda que, ao final do espectáculo, os artistas e espectadores estarão em conversa. 

A peça é co-produzida por Cie Kaddu (Senegal) Crown Troup of Africa (Nigéria), Darling Desperados (Suécia), Oddmanout Theatre Company (Inglaterra), Os Satyros (Brasil), Centro Cultural Português do Mindelo (Cabo Verde), Village Gossip Productions (África do Sul), Tell-a-Tale (Nigéria), The Kwasha! Theatre Company (África do Sul), The Market Theatre Laboratory (África do Sul) e Unga Klara (Suécia).

Sobre a companhia brasileira, a nota explica que os Satyros foi fundada em 1989 por Ivam Cabral e Rodolfo Vázquez. Já produziu mais de 100 peças apresentadas em mais de 20 países e 2 filmes de ficção. A companhia também fundou a SP Escola de Teatro, a principal instituição pedagógica de artes do palco no Brasil. Pesquisa a relação entre tecnologia e teatro há 10 anos. Muitas das suas produções já usaram internet, robôs, aplicativos e celulares. Quando começou a pandemia, a companhia decidiu pesquisar novas possibilidades para o teatro digital utilizando a plataforma Zoom.

A peça “A Arte de Encarar o Medo” estreou-se a 13 de junho no Brasil, pelas mão de Os Satyros, que começaram os ensaios durante a quarentena, exclusivamente online. Na produção original, a atriz sueca Ulrika Malmgren foi convidada e participou do processo de criação e exploração das possibilidades do Zoom de sua casa em Estocolmo. Já a versão África/Europa vai juntar artistas de nove países diferentes de três continentes. A maioria desses artistas nunca se encontraram fisicamente e participaram de ensaios online para desenvolver a peça.

A ideia é estabelecer pontos em comum entre as realidades nacionais durante a pandemia. Quais são os medo que tomaram conta da humanidade globalmente durante esse período? Quais são os efeitos da intolerância social e da política extremista no mundo de hoje?”, clarifica a nota, que diz ainda que, no final da performance, os espectadores são convidados para participar de um dialogo com os actores sobre os efeitos da pandemia em seus países e formas de fazer uma melhor política no futuro. 

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