Cultura

Carnaval: Ligoc e Mandingas de RB congratulam-se com disponibilização de verbas para viabilizar os projectos

Tanto a Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (Ligoc) como os Mandingas da Ribeira Bote congratularam-se com a promessa do Governo, através do Ministério da Cultura e das Industrias Criativas, de disponibilizar a primeira tranche da verba destinada ao Carnaval 2022 nos próximos três meses. Marco Bento avançou com um conjunto de propostas visando a melhoria do Carnaval na ilha, já o representante dos Mandingas da Ribeira Bote, Anilton “Tau” Rodrigues direcionou os recursos para uma escola de ritmo e uma de dança para crianças.

O presidente da Ligoc voltou a reafirmar a justeza da decisão do Governo de se cancelar o Carnaval de 2022 em contexto de pandemia em que a prioridade é a questão sanitária, mas mostrou-se particularmente as medidas para mitigar este cancelamento. “A Ligoc enviou no ano passado algumas propostas ao ministério da Cultura relacionadas com atribuição de subsídios aos fazedores do Carnaval. Na altura não possível, mas o ministro deu-nos a possibilidade de as concretizar este ano. Esta verba que foi alocada para o Carnaval vai nos permitir ajudar fazedores desta festa e que estão a passar por alguma dificuldades, mas também há muitas outras coisas que pensamos fazer, tendo em vista o Carnaval de 2023”

A ideia, diz Marco, é aproveitar a ausência das actividades do Carnaval para trabalhar e realizar um conjunto de workshops. “Ainda estamos a estruturar estes workshops, mas pretendemos enviar um programa para aprovação do MCIC. Um dos nossos objectivos com estas acções é, por exemplo, instruir as pessoas sobre o funcionamento do Carnaval. Isto porque percebemos que, desde 2018, tem sido introduzida algumas algumas alterações e novos parâmetros, que não estão a ser percebidas e apreendidas pela população”, refere Marco Bento, para quem o que se pretende é explicar as novidades ao público. 

As demais actividades elencadas terão mais a ver com os grupos, designadamente os carnavalescos a nível da formação e actualização de conhecimentos. “Também vamos trabalhar um plano estratégico, que irá trazer alguma diferença na forma como os grupos se organizam e se apresentam. Vai incluir a tão almejada sustentabilidade que queremos para o Carnaval, enquanto industria que abarca uma larga franja da população. Entendemos que o Carnaval de SV tem de entrar no roteiro turístico”, refere o presidente da Ligoc, garantindo ainda parte da verba vai financiar a continuidade do trabalho dos grupos carnavalescos.

“ Neste momento, já estamos a preparar o Carnaval 2023. Entendemos que os fazedores desta festa precisam de uma ocupação. Se conseguirmos ,com parte desta verba, os manter activos dentro dos estaleiros é muito bom para toda a comunidade que estava a espera das actividades este ano. É a primeira vez na história que temos acesso a verba para o Carnaval com um ano de antecedência. Estamos temos de saber fazer um bom uso deste dinheiro porque, em 2023, queremos fazer um Carnaval de excelência.”

Mais sucinto, “Tau” mostrava-se igualmente satisfeito com a oportunidade concedida aos mandingas de desenvolver um projecto social abrangente, não obstante o cancelamento do carnaval, graças ao financiamento a que vão ser contemplados. “Infelizmente são dois anos sem desfilar, mas não vamos deixar a nossa tradição morrer. É com este entendimento que decidimos criar uma Escola de Batucada de Dança de Mandinga para crianças. Contamos com o apoio do ministério da Cultura para concretizar estes dois projectos”, declarou.  

Para além do financiamento, o MCIC vai assessor os mandingas de São Vicente na formalização desta escola de ritmo e dança, conforme garantiu Abraão Vicente. 

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