
Arrancaram as obras de reabilitação dos Faróis D. Luís e D. Amélia, na ilha de São Vicente, num projeto que visa preservar o património marítimo cabo-verdiano e reforçar a valorização destas infraestruturas históricas como elementos da identidade nacional e do desenvolvimento sustentável das zonas costeiras. Os trabalhos estão orçados em cerca de oito mil contos.
De acordo com o Instituto do Património Cultural (IPC), a intervenção é financiada pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e resulta de uma parceria entre o IPC e o Instituto Marítimo e Portuário (IMP), instituições que unem esforços para a conservação e valorização do património faroleiro do país.
As obras contemplam a reabilitação arquitectónica dos edifícios, a correcção das patologias de degradação existentes e a melhoria das condições de acessibilidade, com destaque para o Farol Dona Amélia. Estes dois faróis passam a integrar o programa nacional de reabilitação dos faróis de Cabo Verde, que já permitiu recuperar quatro destas infraestruturas, no montante global de 62 mil euros, abrangendo oito faróis distribuídos por cinco ilhas.
O plano prevê, de acordo com o IPC, o arranque das obras de recuperação de mais dois faróis até ao final deste ano. Os promotores informam que o projeto assenta numa abordagem integrada que procura conciliar a função dos faróis enquanto infraestruturas essenciais para a segurança da navegação com a sua crescente valorização como património cultural e atrativo turístico.
Além da preservação da autenticidade e do valor histórico destes monumentos, esta reabilitação pretende transformar os faróis em espaços de memória e interpretação do património marítimo, contribuindo para a dinamização das economias locais e para a promoção do turismo cultural em Cabo Verde.






