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Reitora da UTA nega perseguição e não vê motivos para a greve dos trabalhadores anunciada pelo Sintap

A reitora ​Raffaella Gozzelino considerou esta manhã que não há motivo plausível para a realização da greve dos funcionários da Universidade Técnica do Atlântico anunciada pelo Sintap para os dias 21 e 22 de outubro. Esta gestora negou haver qualquer acto de perseguição dentro da instituição, mostrou-se disponível para colaborar com o sindicato e garantiu que a reitoria tem estado a trabalhar incansavelmente no processo de instalação da UTA. Como consequência, diz, vários expedientes estão já em fase adiantada de implementação e vão dar resposta às preocupações laborais.

Atendo-se às reivindicações dos funcionários, Gozellino garantiu que deve ficar concluída já amanhã o processo de reclassificação individual dos colaboradores que vão transitar do Isecmar para a UTA, uma das principais exigências dos trabalhadores. Adianta que está agendado um encontro com a comissão encarregue desse processo e que será verificado minuciosamente cada caso antes de o documento ser socializado com os interessados.

“Foi emitido um despacho no dia 29 de abril de 2021 nomeando uma comissão encarregada de conduzir o processo de requalificação do pessoal docente e não-docente do Isecmar, que visa a integração e a inclusão das partes, promovendo assim diálogo e a concertação entre a Reitoria e o Isecmar”, especifica a reitora da UTA. Rafaella Gozzelino assegura que essa equipa foi criada porque o diálogo e a concertação, inclusive com o Sintap, são princípios promovidos pela reitoria.

Acrescenta a citada fonte que a reitoria intensificou os trabalhos nos últimos tempos tendo sido discutido no dia 24 de setembro o primeiro draft do estatuto do pessoal docente. O documento, adianta, já foi apresentado e aprovado pela equipa nomeada no dia 1 de outubro deste ano. O referido estatuto, prossegue, foi aprovado no dia 6 deste mês e desde o dia 8 a comissão está a trabalhar na reclassificação individual de cada colaborador. O término deste trabalho, realça, vai depender da celeridade imprimida pela comissão. Assegura, no entanto, que tudo terá de ficar concluído até dezembro para que seja incluída no orçamento da universidade para 2022.

Sobre a constituição do Conselho-Geral da UTA, órgão importante para o funcionamento da UTA, a reitora garante que a nomeação dos membros externos – um dos quais para presidir esse órgão – já foi concluída com a tutela, por ser esse processo realizado em sintonia com o Ministério da Educação. Segundo Raffaela Gozzelino já há prenomeações, que serão divulgadas no momento certo. Entretanto, na ausência do CG, diz Gozzelino, tem sido a Reitoria a garantir que as decisões tomadas pela UTA respeitem o quadro legal. Neste ponto, nega que tenha concretizado actos ilegais até porque, diz, tem estado a trabalhar em concertação com a assessoria jurídica.

Desde que foi instalada a reitoria, há pouco mais de um ano, enfatiza Gozzelino, foram criados os conselhos científico, pedagógico e de gestão, estabelecidas parcerias com 9 instituicoes nacionais, 6 internacionais e 9 protocolos estão a ser elaborados; a UTA, acrescenta, foi inserida em 4 redes cientificas internacionais, conseguiu o financiamento de 6 projectos, realizou actividades de comunicao de ciências a nível nacional e internacional e criou uma plataforma de ensino à distância…

Apesar do clima de crispação existente na UTA, reflectido na conferência de imprensa dada pelo Sintap com a presença de mais de 20 docentes, Raffaela Gozzelino não dá sinais de querer abandonar o barco. Pelo contrário, mostra-se disposta a cumprir o compromisso que assumiu com o governo quando foi empossada.

Confrontada com denúncias do Sintap, negou haver actos de perseguição interna e que alguns directores tenham abandonado cargos devido à sua forma de gestão. Segundo Gozzelino, esses elementos não foram despedidos, mas sim pediram de forma unilateral a sua exoneração por “motivos pessoais”.

Sobre as suspeitas de ter contratado familiares para trabalharem na universidade, Raffaela Gozzelino diz que os estatutos da UTA estipula a criação de unidades de apoio administrativo, logistico e técnicos e que, nessa base, foram lançados concursos públicos no início de janeiro deste ano. Desta forma, adianta, qualquer pessoa é livre de concorrer, tanto assim que o processo foi avaliado e decidido por um júri competente e independente.

Segundo Rafaella Gozzelino, a fase de implementação da UTA é de cinco anos. A gestora lembra que esse projecto é desafiante, pelo facto de se projectar uma universidade referência, e que o sucesso do mesmo depende do esforço de muita gente. Desde modo reconfirma a sua disponibilidade em manter o diálogo aberto com o Sintap, enquanto representante dos trabalhadores da UTA, visando a conclusão do processo de instalação da universidade.

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