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PAICV diz que ambiente não é prioridade para Augusto Neves: “Não dá votos”

O presidente da Comissão Política Regional do PAICV em S. Vicente disse hoje em conferência de imprensa proferida na Lixeira Municipal que o ambiente não é prioridade para o presidente da Câmara Municipal, Augusto Neves, porque não dá votos. Alcides Graças fez esta afirmação com base na situação encontrada na Lixeira, a seu ver, um crime que deve ser imputado ao edil. 

Segundo Graça, o cenário neste momento na Lixeira Municipal de São Vicente é caótica e o presidente da CMSV deve ser responsabilizado criminalmente. “O presidente Augusto Neves conhece as condições em que funciona a lixeira municipal, mas nada faz porque a solução requer mobilização de recursos e não dá votos”.

Este prossegue dizendo que o edil mindelense só se preocupa com as obras que dão votos garantidos, designadamente o calcetamento. “É uma vergonha ver o estado de abandono em que se encontra a lixeira: sem separação entre o lixo e os escombros, com a queima diário do lixo, que, como se sabe, é bastante prejudicial para o ambiente e para a saúde das pessoas”.

Para este politico local, oMPD em 16 anos, e Neves em 10 anos, foram incapazes de resolver o problema da recolha e tratamento do lixo. “Tiveram tempo suficiente para encontrar uma solução ambientalmente sustentável para recolha e o tratamento do lixo. Lembro que o Augusto Neves garantiu a deslocalização da lixeira, ainda neste mandato, para um aterro sanitário municipal, com vigilância e acesso vedado a estranhos”, acrescenta.

O mesmo acontecendo com a Estação de Tratamento das Águas Residuais, que a CMSV e o seu presidente não foram capaz nem de vedar, tal como  o edil prometeu depois do acidente dramático com a criança da Ribeira de Vinha. Este “desleixo” leva Graça a afirmar que o Presidente não está minimamente preocupado em resolver esta questão. Está mais interessado em ganhar votos para o próximo mandato.

Aliás, defende, os recursos da Câmara Municipal de S. Vicente foram todos instrumentalizados para garantir a sua re-eleição no próximo no mandato. “Basta ver a fila de município todas segundas a porta da Câmara procurando garantir o seu terreno ou a legalização da sua casa. Não é por acaso que a Câmara é o maior empregador da ilha, com cerca de 1500 funcionários, sendo certo que não precisa de muitos deles”, finaliza Graça. 

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