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“Eu, mais que ninguém, quero completar o meu mandato na CMSV”, frisa Augusto Neves

O edil Augusto Neves assegurou hoje que ele, mais do que ninguém, quer completar o seu mandato na Câmara de S. Vicente. Segundo o autarca, o comboio já vai a meio do caminho e de forma alguma seria compensatório partir para eleições intercalares agora – para se ultrapassar o impasse político instalado desde o início do mandato na CMSV – e voltar a realizar novas disputas políticas pouco tempo depois.

“Ninguém estaria disposto a essa maratona. Espero que haja entendimento nestes dois anos que já faltam para o término do mandato e que isso aconteça com o envolvimento dos partidos. É importante passarmos a pensar S. Vicente porque há projectos importantes à espera”, diz Augusto Neves, que elenca a asfaltagem do troço entre a rotunda da Ribeira d’Julião e Ribeira d’Craquinha, o aterro sanirário, construção de habitações sociais na zona do Iraque… Além disso, acrescenta, há investidores interessados em implementar as suas ideias e Mindelo precisa retomar as suas actividades culturais, que são a sua grande montra.

Neves espera por isso o contributo dos deputados João do Carmo e Josina Freitas nas negociações entre os vereadores da CMSV e o presidente. Como enfatiza, hoje voltou a receber a visita desses parlamentares que mostraram a sua abertura em colaborar nesse sentido. E, para ele, os problemas latentes no seio da vereação mindelense nem são tão profundos como se pode pensar.

Neves defende que a oposição deve acontecer nas sessões da Assembleia Municipal, com a discussão profunda dos projectos, orçamentos, contas de gerência, ideias… Nas suas palavras, quando isso ocorre também dentro da Câmara as coisas ficam impossíveis.   

Para o autarca, as quezílias só servem para prejudicar o desenvolvimento da ilha de S. Vicente, pelo que todas as partes devem sentar-se à mesa e discutir. Confrontado com o facto de ser sistematicamente acusado pelos vereadores da oposição de abandonar as reuniões, Neves nega que tenha feito isso. Como explica, o que tem acontecido é que as agendas de trabalho apresentadas pelo presidente às reuniões têm sido reprovadas, logo não há como dar andamento aos encontros. “Se a agenda não passa, a sessão termina!”

Satisfeito com mais essa visita dos deputados do PAICV, o presidente da CMSV mostra-se optimista sobre o desbloqueio do impasse político na autarquia e diz contar com o apoio dos deputados João do Carmo e Josina Freitas. Até porque, diz, os próprios presidentes do PAICV, MpD e UCID já se mostraram abertos a ajudarem na retoma da normalidade em S. Vicente.

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