Paulo Almeida

Chinesa internada com covid-19 deixa hospital sob aplausos: HBS “respira” de alívio

A paciente chinesa, a única doente com covid-19 em São Vicente em isolamento hospitalar, deixou o Hospital Baptista de Sousa por volta das 11 horas de hoje, sob aplausos do grupo de profissionais que, ao longo de 40 dias, cuidaram da sua saúde. O HBS respirou de alivio, de acordo com o seu director clínico, por causa do impacto que a doença teve sobre a infraestrutura, mas principalmente porque a paciente saiu saudável.

De acordo com Paulo Almeida, o sentimento foi de muita alegria ao ver a paciente sair do hospital com alta. “Foi uma vitória para o hospital e para os profissionais que participaram na sua recuperação com cuidados de saúde, sobretudo tendo em conta as características e a imprevisibilidade da doença”, declarou ao Mindelinsite. O contentamento era tanto que, segundo este médico, tão logo foram notificados do resultado do segundo testes procederam aos demarches para a alta da paciente. “Era uma pessoa que estava aqui há 40 dias. Tudo isso é motivo de alegria”, realçou.

Questionado sobre o impacto desta doença no HBS, este admite que foi forte, tendo em conta que foi mobilizado uma grande equipa que normalmente trabalhava em outros sectores para um serviço que antes sequer existia no hospital. “Tivemos de fazer o remanejamento de muitos profissionais de saúde por forma a garantir um bom atendimento a esta paciente, mas mantendo o hospital a funcionar. A partir do momento que ela recebeu alta, retornamos a uma certa normalidade.”

Almeida mostra-se ainda satisfeito pelo facto da doença ter ficado restrito e diz esperar que continue assim. Mas lembra que é algo que os profissionais de saúde não controlam pelo que as medidas de prevenção têm de continuar. Em termos de custos, admite que esta é uma doença cara para as estruturas de saúde porque, para além de demandar grandes equipas, exige todo uma gama de equipamentos de protecção. 

“Esta é uma doença que exige muitos EPIs, que neste momento estão mais caros por causa da grande demanda a nível mundial. Em Cabo Verde, se antes uma máscara custava 60 escudos, hoje pagamos 250 escudos. Dei um exemplo de máscaras, então nem vou falar dos restantes equipamentos, nomeadamente batas, viseiras, luvas, de entre outros. Felizmente, em termos de medicamentos, as exigências são mínimas”.

O Director Clínico do Hospital Baptista de Sousa lembra ainda que está é uma doença que exige uma atenção especial. Por isso, são preciso vários turnos e equipas relativamente grandes, pelo que os custos com equipamentos são elevados, daí o alivio para a instituição. Mas, sem duvida, o alivio maior foi a paciente sair do hospital saudável, conclui.

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