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Artur Correia chama atenção dos jovens para o risco de aumentarem a circulação do vírus da Covid-19

O Director nacional da Saúde chamou hoje a atenção dos jovens para a responsabilidade que têm no nível de circulação do coronavírus da Covid-19 em Cabo Verde. Artur Correia salientou que essa faixa etária constitui um grupo alvo importante para os problemas sanitários em todos os países, sobretudo quando se trata de doenças transmissíveis. Isto devido ao facto de circularem mais do que as pessoas idosas e poderem disseminar o coronavírus. “Daí a necessidade de chamarmos a atenção dos jovens para a sua responsabilidade individual, social e comunitária”, frisa o DNS, realçando que o risco de infecção aumenta para as pessoas que coabitam com jovens. E lembrou ainda que a maior parte dos casos de infecção ocorre na faixa etária que vai dos 24 aos 44 anos de idade, ou seja, num grupo relativamente jovem.

Esta chamada de atenção surge numa altura em que paira a ideia de haver algum afrouxamento na fiscalização do comportamento de pessoas por parte das autoridades e que muita gente estará a desrespeitar a norma do distanciamento físico e uso de máscaras em locais públicos. Inclusivamente de pessoas que estarão à espera do resultado de testes.

Confrontada com este aspecto, a presidente do Instituto Nacional da Saúde Pública deixou claro que, se isso estiver a acontecer, será algo desagradável, já que vai possibilitar a disseminação do vírus mais facilmente. Segundo Maria da Luz é fundamental que as pessoas que estejam de quarentena aguardem o resultado do exame em casa. A seu ver, elas devem agir partindo do pressuposto que estarão infectadas, até prova em contrário.

Mas, para Artur Correia, as autoridades continuam a dar uma resposta muito positiva à pandemia, nomeadamente no tocante aos testes. Segundo o DNS, houve um aumento de uma média de 900 exames por semana para mais de 1400 no mesmo período, o que dá uma ideia do empenho do país. Além disso, prossegue, foi instalado o laboratório em S. Vicente, há a perspectiva de se reforçar a cidade da Praia com outra unidade e alastrar esse serviço para as ilhas do Fogo e do Sal, o que vai aumentar a capacidade de análise. “Para quem partiu do zero há coisa de três meses vamos no bom caminho. Antes enviávamos amostras para Portugal, hoje ganhamos autonomia e já fizemos mais de 9000 testes a nível nacional”, ilustra.

Artur Correia relembra que a pandemia influenciou a circulação aérea nacional e há ilhas que precisam enviar as amostras para Praia. E cada viagem de avião custa à volta de 1200 contos, uma despesa que, diz, o Estado tem de arcar, mas que pesa nos cofres do país.

Dados avançados hoje pelo DNS revelam que há 25 casos suspeitos: 4 na Praia, 4 em Santa Catarina, 6 no Tarrafal, 6 no Sal enquanto que S. Domingos, S. Miguel e S. Vicente têm 1 cada.

Quanto a casos confirmados hoje foram 62, mas, segundo Correia, são referentes a amostras colhidas de 23 a 27 de Junho e de doentes em seguimento. De ontem para hoje, acrescenta, faleceram duas pessoas de Covid-19, sendo um homem de 70 anos e uma idosa de 74 anos, que tinham outras doenças associadas.

A nível nacional continuam quase seis centenas de pessoas internadas, a maioria na cidade da Praia (271), seguida do Sal (202), Santa Cruz (67), Santa Catarina (29), S. Vicente (3), S. Miguel (1), Maio (2) e Santo Antão (2). Entretanto, o nível de recuperados continua alto, principalmente na cidade da Praia. No tocante a quarentena, situa-se em 1.369 pessoas espalhadas por Sal, S. Nicolau, Ribeira Grande de Santiago, S. Vicente, Maio, Praia e Tarrafal.

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