Os bombeiros de S. Vicente podem iniciar este sábado uma greve de 120 horas e, segundo o sindicalista Edy Ganeto, não haverá serviços mínimos garantidos. Segundo o representante do sindicato Siacsa, foi impossível chegar a acordo com a Câmara de S. Vicente, numa reunião mediada pela Direção-Geral do Trabalho, sobre o caderno reivindicativo e ainda em relação aos serviços mínimos.
“Propomos para cada turno um bombeiro de serviço porque eles trabalham com turnos de 3 elementos e não seria possível indicar um e meio. Da sua parte, a Câmara exigiu turno de 3 bombeiros, ou seja, a situação continuaria igual, como tem estado a funcionar”, explica Ganeto, acrescentando que este ponto acabou por cair.
Do mesmo modo, as partes não chegaram a acordo sobre as reivindicações dos bombeiros e que estão na base do anúncio da greve, que pode acontecer de 16 a 21 de maio. Aliás, estas constituem as pendências que levaram à manifestação realizada no dia 14 de abril: promoções em atraso desde 2012, décite de efectivos – a corporação está a funcionar com 11 elementos quando deveriam ser 30 -, falta de atribuição de subsídio ao chefe de turno. Além disso, os bombeiros municipais exigem uma revisão do preço do serviço prestado às petrolíferas Vivo Energy e Enacol e à Enapor na descarga de combustíveis no Porto Grande. Segundo Edy Ganeto, a Câmara de S. Vicente tem negado enviar uma proposta de renegociação da tabela de preço às empresas sobre o serviço dos combustíveis.
Conforme o sindicalista, caso houver requisição civil, os bombeiros vão reanalisar o seu posicionamento e decidir se irão manter o pré-aviso de greve.







