Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica e Auxiliares de Saúde demarcam-se da greve dos profissionais de saúde

Os Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica e Auxiliares de Saúde não vão alinhar com a greve dos profissionais de saúde marcada para os dias 28 e 30 de abril, anunciada pelos sindicatos do sector. A decisão, que consta de uma carta endereçada aos sindicatos e ao Ministério da Saúde, ocorre dias depois dos colaboradores do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), anunciarem a sua intenção de também não aderir a esta paralisação, por motivos similares.
Na missiva, os subscritores referem que o sistema conta com 1985 profissionais contemplados no processo de transição das carreiras de Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica e Auxiliares de Saúde. Alegam reconhecer o esforço dos sindicatos, cujo contributo, dizem, foi determinante para a construção e consolidação destas carreiras, processo que resulta de anos de reivindicação e negociação, encontrando-se na sua fase final, com avanços concretos já alcançados.
Explicam que, para viabilizar esta reforma, foi conduzido um levantamento exaustivo e criterioso de cerca de 2.000 profissionais, assegurando a sua correta identificação, validação e integração no novo regime de carreiras (PCFR). Neste contexto, referem, a tutela apresentou um plano estruturado de resolução das pendências, com medidas calendarizadas e alinhadas com os compromissos assumidos. Citam, por exemplo, a publicação das listas definitivas de transição até início de maio e a atualização salarial retroativa de janeiro a abril de 2026, garantindo equidade com as carreiras médicas e de enfermagem.
Mais: o pagamento do subsídio de risco de forma mensal e regular e de retroativos (março a dezembro de 2025) a partir de julho. “Até ao momento, estes efeitos ainda não se refletem nas contas dos profissionais, não tendo sido ainda registado qualquer pagamento correspondente”, lê-se na carta, onde dizem no entanto aguardar com expectativa e necessidade concreta a materialização destes incrementos salariais.
Mas, a concretizar estas propostas, estes profissionais confessam que o impactos desta reforma são claros e mensuráveis, traduzindo-se em melhorias salariais significativas, ajustadas às qualificações e responsabilidades, corrigindo desigualdades históricas e reforçando a justiça remuneratória no setor Argumentam que o processo está a evoluir dentro de um quadro institucional responsável, com prazos definidos e soluções concretas em curso.
Por isso, não se revêem na forma como a situação tem sido apresentada, nem consideram que, no atual estágio do processo, a greve constitua um instrumento adequado ou proporcional. “O Ministério da Saúde encontra-se dentro dos prazos estabelecidos. Existe um compromisso formal de resolução das pendências nas datas anunciadas. O diálogo institucional permanece aberto e produtivo”, sublinha a carta, acrescentando que, nestes termos, não alinham com a paralisação por entender que esta não contribui para a estabilidade do sistema e nem para a consolidação dos avanços alcançados.
Os técnicos de diagnóstico e terapêutica e auxiliares de Saúde mostram-se confiantes na conclusão deste processo com sentido de responsabilidade, equidade e respeito pelos profissionais de saúde, concluem.






