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Governo disponibiliza cerca de 20 mil contos para financiar Carnaval 2026 em Cabo Verde

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O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas financia o Carnaval de 2026  em Cabo Verde no montante global de 19.646.400 escudos, para apoiar os desfiles oficiais, aquisição de materiais, reforço organizacional e a outras despesas inerentes à realização deste que é o maior manifestação cultural do país. Em S. Vicente, foram contemplados os grupos Cruzeiros do Norte e Flores do Mindelo, Professores e os mandingas da Ribeira Bote e Fonte Filipe.

Em comunicado, o MCIC informa este investimento representa um aumento entre 30 a 50% do financiamento atribuído à Festa do Rei Momo em todo o país. Revela ainda que, pela primeira vez, procedeu ao desbloqueio antecipado de 50% do financiamento para os principais grupos carnavalescos de São Vicente, Ribeira Brava de São Nicolau e cidade da Praia, ainda em outubro do ano passado. 

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Relativamente à ilha do Sal, diz, o pagamento integral antecipado tem vindo a ser feito desde o ano passado, por forma a garantir maior previsibilidade e melhores condições de organização. “As transferências aos grupos oficiais de São Vicente Cruzeiros do Norte e Flores do Mindelo, já foram efetuadas na totalidade, através da Liga Independente dos Grupos Oficiais de Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV). Foram igualmente contemplados os grupos do município da Ribeira Brava de São Nicolau, reconhecido pela sua forte tradição carnavalesca, em particular Copa Cabana e Estrela Azul”, detalha.

Informa ainda que, no quadro da política de salvaguarda, continuidade e sustentabilidade dos grupos culturais, atribuiu um apoio financeiro no valor de 250 mil escudos ao Grupo Carnavalesco Brilho da Zona de S. Nicolau, que não desfilará em 2026. Este apoio destina-se à regularização de dívidas referentes ao ano de 2025, criando condições para o seu regresso em força nas festividades do Carnaval em 2027.

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Na cidade da Praia, os grupos Afro Abel Djassi, Vindos D’África, Vindos do Mar e Samba Jó também já receberam, de forma integral, o financiamento atribuído, assegura, realçando que, por reconhecer o valor histórico, simbólico e identitário das manifestações tradicionais associadas aos Mandingas, concedeu também um apoio financeiro aos grupos da Ribeira Bote, Espia e Fonte Filipe, da ilha de São Vicente. 

O objectivo, garante, é a salvaguarda, continuidade e valorização desta expressão cultural singular, profundamente enraizada na vivência comunitária e no património cultural imaterial nacional. “Foi atribuído, igualmente, apoio financeiro ao grupo de professores, que irá desfilar na segunda-feira, 16 de fevereiro, antecipando o dia oficial dos desfiles”, observa. 

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Diz ainda a tutela que, no âmbito do Edital do Carnaval 2026, concedeu financiamento a sete autarquias que submeteram candidatura, em tempo útil, designadamente Santa Cruz e São Miguel (Santiago), São Filipe e Mosteiros (Fogo), Brava, Boa Vista, Paul (Santo Antão) e Tarrafal de S. Nicolau, para reforçar o seu papel na dinamização, organização e valorização do Carnaval enquanto manifestação cultural nacional.

Para além dos apoios aos desfiles oficiais e às autarquias locais, o MCIC disponibilizou ainda apoios à grupos individuais, tradicionais e comunitários, distribuídos por várias ilhas do país, nomeadamente ao Grupo de Batucada “Nôs Enkantus”- Associação Comunitária de Calheta (Maio), à Associação Cultural, Recreativa e Desportiva Cadjetinha e aos grupos carnavalescos Dunas de Morrinho (Santiago), Flores da Assomada (Santa Catarina) e Império da Vila – Ponta do Sol (Ribeira Grande-Santo Antão).

Com esta ação, sublinha a tutela no comunicado, o Gpvermp reafirma o compromisso do Estado de Cabo Verde com a diversidade cultural, a inclusão, a coesão territorial e a preservação das expressões identitárias que compõem o Carnaval cabo-verdiano. Os financiamentos, refira-se, são concedidos através do Fundo do Turismo, reconhecendo-se o contributo estratégico desta manifestação cultural para a dinamização do turismo, da economia criativa e da promoção da imagem do arquipélago.

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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