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Campus de verão Aminga sofre “interregno estratégico” para análise após 5 edições consecutivas

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O campus de verão Aminga vai sofrer um “interregno estratégico” este ano para permitir uma análise aprofundada sobre o seu percurso, após cinco edições consecutivas realizadas na cidade do Mindelo. Esta paragem, segundo Elisabete “Bety” Gomes, estava planeada desde o arranque do evento, para possibilitar um descanso da organização, mas principalmente dar tempo para uma reflexão profunda sobre os aspectos positivos e os constrangimentos registados.

“O nosso plano sempre foi manter o campus a funcionar por 5 anos, para depois fazermos uma análise aprofundada sobre o seu funcionamento. Ainda não fizemos essa reflexão, que vai acontecer no decurso deste ano”, adianta Bety Gomes, responsável pela logística do evento desportivo e educativo. Mesmo assim, da sua percepção, considera que o campus, realizado na Escola Salesiana de Artes e Ofícios do Mindelo,alcançou os objectivos pretendidos em termos de participação dos estudantes e a nível do voluntariado, que mobilizou staff em Cabo Verde e noutros países.

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A parte mais sensível, diz a coordenadora do projecto em Cabo Verde, tem a ver com o financiamento das edições. Isto ocorre porque, explica, o projecto funciona à base de donativos e fundos. “Verificamos que a cada ano fica mais difícil assegurar os orçamentos, que, em média, ultrapassam os dois mil contos”, sublinha a representante do campus na ilha de S. Vicente. Esclarece, entretanto, que o projecto costuma ter dois orçamentos, um para Cabo Verde e outro a nível internacional. “Isto significa que apresentamos contas aqui e lá fora.”

Para Bety Gomes, o principal desafio será preparar um plano de sustentabilidade do projecto. A análise, diz, deve permitir reavaliar as estratégias e saber, por exemplo, se será viável realizar o campus todos os anos.

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Esta porta-voz assegura que a continuidade do projecto não está em causa. Tanto assim que a anunciou a realização do campus em julho de 2027. Por este motivo, estimula os estudantes interessados em integrar essa edição a continuarem empenhados nas ações de voluntariado, que contam como quesitos para a inscrição.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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