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Trabalhadores avistam tubarão em S. Pedro: Biosfera encara a situação com “naturalidade”, sem “alarmismo”

Alguns trabalhadores da construção civil que estão em serviço na aldeia piscatória de São Pedro dizem que têm estado a avistar desde sexta-feira da semana passada um tubarão perto do areal da praia. Como contam, um casal que estava na praia quase foi surpreendido pelo animal, que vinha na sua direção enquanto tomava banho. Deste modo entenderam prudente alertar os banhistas para tomarem cuidado e evitarem acidentes.

“Estava a trabalhar e por acaso olhei para a praia e vi o tubarão já perto das pessoas, mas tive tempo de os avisar e saíram assustados da água”, explica Ivan Reis. O jovem garante que ele e os colegas puderam ver o animal porque estavam num local “com vista privilegiada para a praia e a água estava transparente”.

Esses trabalhadores contam que de imediato avisaram a polícia, para que esta pudesse alertar as demais autoridades sobre o caso. Ivan estima que o tubarão que avistaram possa medir mais de dois metros.

Estes trabalhadores garantem que não é a primeira vez que um tubarão é visto nas proximidades da praia. Ao que foi dito ao Mindelinsite, desde sexta feira que o animal tem estado a circular por esses lados. Por causa disso, na segunda-feira alertaram algumas crianças e jovens que estavam naquela praia para estarem mais atentos.

Um banhista que estava com o casal informou também ter visto o tubarão. Contactado, o Instituto do Mar assegura que esta informação ainda não tinha chegado ao conhecimento dos responsáveis pela área dos tubarões.

Já Ravidson Monteiro, vice-presidente da Associação de Biólogos de Cabo Verde sedeado em São Pedro, estranha a informação, já que diz ser raro ter um tubarão de tal dimensão perto desta praia. Promete, no entanto, informar o IMAR e a Biosfera e ficar atento a novas informações.

Já Tommy Melo, responsável da Biosfera I, encara com naturalidade a presença deste animal nessa água por ser altura de desova das tartarugas. Este técnico lembra que as tartarugas fazem parte da dieta destes predadores. Pede, no entanto, que as pessoas não se alarmem, mas também para não se descuidarem.

“Já estive em lugares com presença de tubarões, em que a água nem me chegava aos joelhos. Não há motivo para pânico e nem as pessoas devem se descuidar já que estamos a falar de um animal selvagem que, se sentir ameaçado, pode atacar. Mas isso é raro”, assegura Melo, ao mesmo tempo que lembra que o último ataque que aconteceu em Cabo Verde foi no Ilhéu Raso, na década de ’90.

Sidneia Newton

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