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Profissionais da saúde e área social aprendem a identificar precocemente crianças com problemas de comunicação 

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Profissionais da educação, saúde e área social participam esta quarta-feira em uma formação, na Escola Humberto Duarte dos Santos, onde vão aprender a identificar precocemente crianças com alterações ao nível da comunicação, linguagem e fala. Esta formação decorre no âmbito de uma parceira entre as Aldeias SOS de Cabo Verde e os Terapeutas da Fala da Speech Care.

De acordo com a directora do Centro Social SOS Mindelo, Graça Gomes, esta formação dá continuidade a um projecto iniciado anteriormente e desde ontem está sendo feita a avaliação das crianças que foram identificadas no início deste ano com problemas a nível da comunicação, fala e linguagem. São crianças beneficiadas com o programa de Reforço Familiar e identificadas pelo Ministério da Educação. 

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Mais por dentro do projecto, a Coordenadora Nacional de Cuidados Alternativos, a equipa da Speech Care, explica que esta é a segunda vez que estes terapeutas estão em São Vicente, no quadro de um acordo assinado em Novembro de 2021 com as Aldeias Infantis SOS. “Este prevê a avaliação de 18 crianças com necessidades educativas especiais sinalizadas nos nossos programas”, diz Denise Resende, realçando que o referido acordo abrange não só os programas na ilha de Santiago, mas também as do Centro Social Mindelo e dos parceiros, que incluem a Educação, a Saúde, de entre outros. 

Em 2022, prossegue, a Specch Care promoveu em São Vicente uma primeira formação em comunicação, linguagem e fala e, este ano, veio agora reforçar os conhecimentos dos formandos. O curso terá lugar amanhã com o tema “Como identificar precocemente alterações de comunicação, linguagem e fala”, dirigida aos técnicos do Centro SOS, mas também de outras instituições públicas e privadas, caso dos profissionais da área da educação e da saúde, nomeadamente psicólogos e fonoaudiólogo, professores, técnicos sociais e pessoas que lidam com esta problemática. 

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Trata-se de uma formação de curta duração, que foi antecedida de uma conferência realizada na semana passada sobre intervenção precoce. Foi feito a nível presencial na cidade da Praia, em parceria com a Universidade de Cabo Verde. O pessoal de São Vicente teve oportunidade de participar online”, descreve Denise Resende, realçando que o principal objectivo deste projecto é consciencializar, sensibilizar e formar técnicos na questão da intervenção precoce.

Isto porque, afirma, a maior parte das crianças sinalizadas já ultrapassaram a fase de intervenção precoce, que deve ser dos zero aos seis anos. “A maioria das crianças com quem estamos a trabalhar tem mais de seis anos. Por conta disso, a questão da própria intervenção do terapeuta da fala fica mais difícil e com pouca evolução. Queremos mostrar às pessoas e técnicos que quanto mais cedo uma criança for sinalizada com problema a nível da fala, mais fácil é a intervenção e mais resultados se consegue no seu desenvolvimento”, refere.

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A coordenadora Nacional de Cuidados Alternativos garante que se tem trabalhado com crianças com as mais variadas patologias, nomeadamente deficiência intelectual, síndrome de down, paralisia cerebral, entre outros, mas normalmente são identificadas demasiado tarde e pouco se pode fazer. Por outro lado, diz, faltam técnicos especializados para esta área, o que dificulta uma intervenção adequada.

(Foto ilustração)

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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