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OMCV faz balanço positivo das formações que terminam este verão em S. Vicente

A Organização das Mulheres de Cabo Verde termina neste verão projetos de formação do ano com balanço positivo e prepara a continuidade com novas propostas de financiamento para o próximo ano. Um trabalho que tem sido feito ao longo do ano em colaboração com organizações nacionais e estrangeiras e que coloca no mercado de trabalho centenas de jovens formados.

“As expectativas são grandes e esperamos que os atuais e novos financiadores nos possam ajudar na continuidade das formações que têm sido realmente interessantes, ao ponto de os formados terminarem os cursos e seguirem para estágios e enquadrarem-se imediatamente no mercado de trabalho. Até fomos solicitados recentemente por cadeias de restaurantes de Portugal para selecionarmos pessoas para as áreas de cozinha, restauração, mesa e bar, para serem contratadoa”, comemora a delegada da OMCV em São Vicente, Fátima Balbina.

Este facto, de acordo com a responsável por esta instituição na cidade do Mindelo, contribui para que a qualidade nas formações aumente ainda mais, porque, “além da competência” e do nome de Cabo Verde na bagagem, estes profissionais levam para onde forem trabalhar o nome da OMCV. “As nossas responsabilidades são maiores e estamos neste momento na fase de seleção de 10 jovens que deverão ir para Portugal trabalhar. É uma grande mais-valia para a OMCV, para São Vicente e para os jovens”, diz a delegada, que aponta como alvo os beneficiários das formações na OMCV e que se encontram desempregados.

Em relação a outros projetos sociais, esta instituição mostra-se confiante nas apostas e nos resultados, algo que os permite sonhar cada vez mais longe. “Cada ano lançamos um projeto e no ano passado lançamos o projeto das dez casas de banho, conseguimos requalificar 18 graças a ajudas”, explica a delegada, que atribui o mérito aos parceiros.

Para este ano, além das formações, foram lançados mais dois projetos: um de colocação de painéis solares em casas de tambor – denominado de “luz para as meninas” – e “um kit, um negócio”, sendo que ambos já possuem financiamento garantido.

“Penso que em breve iniciaremos a sua implementação, porque neste momento estamos em fase de identificação e seleção dos beneficiários. Assim sendo, sentimos que a OMCV está a conseguir cumprir com os seus objetivos de inclusão social, empoderamento no geral, porque não trabalhamos só com mulheres”, garante Fátima Balbina.

O projeto “um kit, um negócio” irá beneficiar pessoas que se formaram na OMCV nas áreas de pastelaria e cozinha. “Não é um projeto de oferta, visto que as pessoas terão que comparticipar e tem um fundo perdido de 30 a 40 por cento e as pessoas têm de pagar o valor em dois anos. É uma forma de ajudar um desempregado que queira se enveredar para um pequeno negócio. Podem procurar a OMCV para se inscreverem, que em seguida faremos a visita para percebermos as condições da pessoa e a sua motivação”, sublinha a entrevistada.

A preocupação da delegada da OMCV prende-se ainda com os problemas sociais provocados pela pandemia, a seca prolongada e a guerra na Ucrânia. “As coisas estão a ficar cada vez piores e estamos com famílias em situação bastante precária”, termina.

Sidneia Newton

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