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Jovens selecionados para Polícia Municipal preocupados com silêncio da CMSV sobre andamento do processo

Vários jovens selecionados há mais de um ano para integrarem a futura Polícia Municipal estão preocupados com a demora da Câmara de S. Vicente em iniciar as formações e o arranque efectivo desse novo serviço. Em conversa com o Mindelinsite, garantem que já tentaram por diversas vezes saber quando serão chamados, mas a resposta tem sido um insistente “brevemente”, sem mais nenhuma explicação.

Chegaram a enviar uma carta para os Recursos Humanos e foram recebidos em audiência, mas sentiram que as suas dúvidas continuaram iguais. A única informação que obtiveram, segundo alguns desses elementos, é que a CMSV estava no processo de seleção dos fiscais que vão transitar para esse corpo policial, pelo que seriam depois contactados.

Porém, o tempo tem estado a passar, parte considerável dos 10 jovens selecionados no concurso externo para agentes de 2º classe está sem emprego, e com receio de aceitar alguma proposta de trabalho, enfim, sem poder programar a sua vida profissional e familiar. “Esta situação está a causar-nos transtornos. Todos queremos pertencer à Polícia Municipal, mas esta ansiedade está a torturar-nos. Ficamos sem poder planificar a nossa vida e temos encargos para assumir”, comenta um dos selecionados, que se sente à deriva.

No fundo este é o sentimento dos restantes colegas, que conversaram com este jornal sob anonimato. Aquilo que pretendem é saber o que se passa porque sentem que já passou muito tempo desde que terminou o concurso de seleção de 10 homens e mulheres para a futura Polícia Municipal de S. Vicente.

O regulamento do concurso foi lançado em maio de 2019, destinado a jovens com idades compreendidas entre os 21 e 28 anos e que deveriam ter, dentre outros requisitos, robustez física, 12º ano de escolaridade, bom comportamento moral e cívico, não ser objector de consciência… Os candidatos seriam submetidos a prova escrita, para avaliar a capacidade de compreensão e escrita, testes de aptidão física, exame psicológico, inspeção médica e entrevista profissional.

Abordado enquanto presidente do júri, o vereador José Carlos esclarece que a CMSV está neste momento na segunda fase do processo de escolha dos agentes da futura Polícia Municipal, que abrange agora um concurso interno destinado fundamentalmente aos fiscais. “Estamos a trabalhar na transição dos fiscais, porque o enquadramento desse pessoal para essa polícia não é automático. Os interessados vão ser submetidos a provas física, psicológica, inspeção médica, etc.”, explica José Carlos. Concluída a segunda fase, acrescenta, o pessoal externo será chamado para participar nas formações.

A criação da Polícia Municipal, segundo esse vereador, vai ajudar a CMSV a melhor organizar a ilha, a combater com mais eficácia determinadas práticas – como as construções clandestinas e a venda ambulante – e fiscalizar alguns aspectos do trânsito, em concertação com a Polícia Nacional. Os agentes municipais terão mais autoridade e autorizados a usar bastão e arma de fogo.

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