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Jovens mindelenses realizam “Marcha da Esperança” para viver sem medo

Um grupo de jovens realiza no dia 26 uma “Marcha da Esperança” pelas principais artérias da cidade do Mindelo, com passagem pela Câmara Municipal de São Vicente, Palácio da Justiça, Palácio do Povo e Esquadra Policial do Mindelo para mostrar a sua indignação com a situação da justiça. Adoptaram como slogan “No krê vive sem med” e conta com a participação da jovem Rosiane Monteiro, agredida recentemente pelo ex-namorado com oito facadas.

A concentração será na Praça Dom Luís e os participantes deverão portar uma camisa verde ou branca, segundo Josiane Lopes. “Somos um grupo que surgiu no Messenger e congrega pessoas de todo Cabo Verde. Fomos adicionando as pessoas que estão indignados com a situação e, cada vez, foi surgindo mais pessoas interessadas. Inicialmente, a nossa intensão era fazer uma marcha em todas as ilhas, no mesmo dia. Praia resolveu sair à rua primeiro, por isso decidimos adequar cada um fazer o seu dia. No grupo Cabo Verde, criamos subgrupos por ilhas”, explica Josiane Lopes.

O propósito, diz, é em primeiro lugar demonstrar indignação pelos vários crimes ocorridos nos últimos dias em Cabo Verde, sobretudo os que afectam as crianças, adolescentes e mulheres. O foco são essencialmente são os casos de violação e abusos sexuais e também Violência Baseada no Género (VBG). “Queremos também sensibilizar quem de direito para agir de forma célere e rigorosa sobre os indivíduos que cometem estes actos tão monstruosos”.

Um outro objectivo preconizado por estes jovens é sensibilizar a sociedade em geral, em particular os pais, os encarregados de educação e as escolas para protegerem as crianças. Pedem ainda uma conversa sadia e sem tabus com as crianças e adolescentes sobre assuntos que os afligem.

Para além de Praia e São Vicente, a marcha deverá acontecer em outros pontos do país, de acordo com Josiane Lopes, nomeadamente em Santo Antão (Porto Novo), Sal, Boavista, Santigo (cidade da Praia), Fogo e Brava. Todos esperam levar uma mensagem de indignação e também pedir justiça, célere, rigorosa e “mão pesadas” na aplicação das penas.  

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