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Jovem volta a pedir ajuda: “Situação da minha mãe está a agravar-se”

Paulo Miranda voltou a recorrer ao Mindelinsite para pedir ajuda para a mãe Maria Augusta, de 53 anos, que se encontra acamada desde março por causa de uma uveíte ou inflamação no revestimento interior pigmentado do olho, doença também conhecida por úvea ou trato uveal e precisa ser evacuada com a máxima urgência. Cerca de um mês e meio após o primeiro pedido de ajuda, este jovem garante que a situação clinica da mãe está a agravar-se, tendo sido levada de urgência para a policlínica do HBS. 

Segundo Paulo, é triste ver o sofrimento constante da mãe, facto admitido pela médica que acompanha Maria Augusta que, inclusive, na última consulta, no mês de setembro, admitiu que a sua situação clinica está a complicar. “A minha mãe diz que já não aguenta tanta dor. Esta semana ela sentiu-se mal e fomos de urgência para a Policlínica do Hospital Baptista de Sousa. Expliquei-lhes a sua situação e foi-lhe administrado duas gotas para aliviar a dor”, informa este jovem, neste momento o único filho presente. 

Em relação a evacução, Paulo garante que está tudo em “standby”. “Ainda nada foi decidido. Pelo que nos foi informado, estão a espera de uma resposta de Portugal. Mas as coisas estão muito complicadas. Como disse, a minha mãe fez um diagnostico para enviar para o exterior e, desde então, não nos disseram mais nada.”, desabafa, que se mostra ainda mais revoltado porquanto, diz, para além do problema na vista, a mãe agora tem outras queixas. 

“Estou a pedir de joelhos para ajudarem a minha mãe. Não sei a quem mais recorrer. É triste ver a nossa mãe a sofrer e nada poder fazer. Estou a sentir-me impotente. São mais de sete meses de dores e a única recomendação é para deitar e não fazer nenhum esforço. Como é que pedem a uma pessoa com dores fortes para ficar deitada, sem se mexer?”, interroga Paulo. 

Inconformado, este critica também os profissionais de Saúde que, a seu ver, estão a preocupar apenas com a covid-19 e esquecem das outras doenças, sendo que muitas delas também precisam de tratamento urgente. “Para não deixar a minha mãe sozinha, as vezes sou obrigado a faltar o meu trabalho e, por causa disso, posso ficar desempregado. O problema é que não consigo concentrar no trabalho porque fico preocupado com a minha mãe.”

Foi no dia 2 de setembro que o jovem Paulo Miranda procurou este diário digital para lançar um “grito de socorro” para a mãe doente. De lá para cá, nada mudou. Na altura, a irmã demarcou-se da posição do jovem, dizendo que este agiu em nome próprio. Esta garantiu ainda que o Hospital Baptista de Sousa tinha agendado uma junta médica com máxima urgência.

Certo é que, volvidos mais de um mês, nada aconteceu e a situação clinica de Maria Augusta continua a agravar-se. Paulo não se mostra preocupado com a reacção da irmã porque, diz, é o único a acompanhar o sofrimento diário da mãe. 

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