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Electra repara postes, mas diz que estragos na casa são responsabilidade da CMSV

A Electra já reparou os dois postes, um na residência e outro um pouco mais acima, que caíram e arrastaram consigo parte do tecto de uma casa em Ribeirinha-Chã de Faneco, na sexta-feira, 21. A informação foi confirmada ao Mindelinsite pelo director de Distribuição de Energia da Electra, Osvaldino Lopes da Silva, que deixa claro, no entanto, que a reparação dos estragos provocados na residência é da responsabilidade da Câmara Municipal de São Vicente. Mas esta resposta não agradou a moradora, Deolinda Rodrigues, que diz estar em perigo. “Nem a CMSV, nem a Electra querem arcar com as suas responsabilidades”, afirma esta mãe de três filhos.

“Já fizemos as reparações necessárias nos dois postes de energia eléctrica que se encontravam em queda por causa dos choques provocados por uma viatura do Serviço de Saneamento da Câmara Municipal de São Vicente. Faltam ainda alguns ajustes que iremos fazer ainda hoje, mas são pequenas coisas. Quanto às fissuras na casa e a queda de parte do tecto, a Electra não tem nenhum tipo de responsabilidade sobre isso. Cabe a CMSV fazer as reparações, tendo em conta que foram provocadas por uma viatura do serviço de saneamento que embateu nos postos de electricidade”, diz.

Osvaldinho Lopes da Silva admite que não é formado em engenharia civil e, por isso, não pode precisar se a residência está com problemas na estrutura. No entanto, afirma, se tiver é um problema causado pelos choques da viatura de recolha de lixo e, por isso, é responsabilidade da Câmara Municipal de São Vicente. “A queda de posto de electricidade, nunca iria causar fissuras e nem derrubar parte do tecto de uma residência. Acredito que o problema foi causa pelos embates da viatura nos postes de fornecimento de energia”, acrescenta este responsável pela distribuição de energia.

Tentamos ouvir a Câmara Municipal de São Vicente e conseguimos chegar à fala com o vereador José Carlos, que prometeu-nos colocar em contacto com o serviço de fiscalização. Mas, até a publicação da notícia, não tivemos qualquer feetback. Mas quem não está nada satisfeita é a moradora da casa, Deolinda “Duka” Rodrigues. Esta confirma que os técnicos da Electra estiveram na zona e repararam os postes, mas sequer se preocuparam em entrar na casa para se inteirar dos estragos. “Tive o cuidado de perguntar-lhes quem iria fazer a reparação da minha casa, mas limitaram a dizer que esta não era responsabilidade da Electra, mas sim da Câmara Municipal de S. Vicente.”.

Teto da residência

Inconformada, Duka conta que deslocou de imediato à CMSV e foi encaminhada para o Serviço Social. “Para a minha surpresa e decepção, limitaram a pedir-me o meu nome e número de telefone e prometeram entrar em contacto. O problema é que estou a viver nesta casa com fissuras e com o tecto a cair com um bebé de seis meses, uma criança de três anos e um adolescente de 16. O meu medo é que o pior aconteça. Não sei a quem mais pedir ajuda.”

Desolada, esta mãe diz que trabalha como operária na fábrica Atunlo em São Vicente e aufere o salário mínimo, que mal dá para as despesas da casa, quando mais para fazer obras. Por isso mesmo, pede ajuda de quem de direito para poder viver em segurança com os filhos. “Pelo que estou a perceber, ninguém quer assumir as responsabilidades pelos estragos na minha residência, que foram causados por terceiros. Não me interessa saber se é a Electra ou a CMSV quem tem a responsabilidade de fazer a reparação. Quero apenas que o trabalho seja feito, para segurança da minha família.”

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