Os cortes gerais de fornecimento de energia ocorridos em S. Vicente nos dias 13 e 14 de fevereiro foram provocados por avarias técnicas, mais precisamente um curto-circuito e um disparo automático do sistema. Em nota, a EDEC e EPEC especificam que, no primeiro caso, o blackout teve origem numa avaria súbita na linha de distribuição em 20.000 Volts que atravessa a zona de Mato Inglês, devido a intensidade do vento.
“A falha neste ponto da rede teve magnitude significativa e gerou instabilidade imediata no sistema elétrico e provocou constrangimentos técnicos adicionais em efeito cascata na restante rede de distribuição”, esclarecem as empresas de distribuição e produção de energia. Adiantam que as respectivas equipas agiram de imediato e restabeleceram o fornecimento em todas as zonas afetadas durante a noite de sexta-feira e na madrugada de sábado.
No segundo caso, registado no dia 14 de fevereiro pelas 19h20, o corte foi desencadeado pelo disparo automático dos circuitos de interligação entre as centrais do Lazareto e da Matiota, um mecanismo de protecção que atua de imeditato para evitar danos de maior dimensão nos equipamentos da rede.
O diagnóstico técnico realizado pelas equipas especializadas da EPEC e da EDEC apurou que a causa imediata foram múltiplos curto-circuitos em equipamentos e cabos de média tensão da rede de distribuição. “Estes componentes encontravam-se fragilizados pelas inundações e pelos danos estruturais causados pela tempestade que atingiu São Vicente em agosto de 2025”, revelam as referidas empresas. Reforçam que, em ambas as ocorrências, as equipas técnicas trabalharam de forma ininterrupta no diagnóstico, isolamento de avarias e reposição progressiva do serviço.
Entretanto, ontem, em plena noite do Carnaval, aconteceu mais uma interrupção, mas não consta da nota de imprensa enviada à nossa redação.
As citadas empresas adiantam que, na sequência da tempestade Erin, foram implementadas, de forma imediata, diversas medidas de carácter emergencial para estabilizar a rede eléctrica de São Vicente. Contudo, dizem, os efeitos das inundações comprometeram a integridade estrutural de alguns quadros de média tensão, cujos danos apenas se manifestaram plenamente nas semanas e meses subsequentes. A EDEC afirma que tem consciência desta vulnerabilidade e que já tomou as medidas necessárias para a corrigir de forma definitiva – celebrou contrato para a aquisição de novos equipamentos de média tensão destinados à substituição nos Postos de Transformação afetados e que estão ainda em fase de fabrico. A instalação vai decorrer de forma faseada e coordenada.
Numa mensagem dirigida à população, a EDEC e a EPEC dizem reconhecer o transtorno que este tipo de ocorrência causa na vida quotidiana dos são-vicentinos e das empresas instaladas na ilha. Agradecem a compreensão, paciência e colaboração demonstradas durante o período de interrupção e assumem o compromisso de investir, de forma continua, na modernização e na resiliência das infraestruturas elétricas de São Vicente.







