A ASA está na eminência de enfrentar uma greve a partir do dia 16 de março e com o envolvimento dos técnicos de informação e comunicação aeronáutica, os profissionais de telecomunicações e os funcionários que integram as áreas de suporte à gestão. A informação consta de um comunicado do Sintcap, que salienta que a decisão foi tomada por unanimidade dos profissionais das três classes numa assembleia-geral realizada por este sindicato, a pedido dos trabalhadores. O encontro, acrescenta o Sindicato dos Transportes, Comunicações e Administração Pública, aconteceu no dia 27 de fevereiro após duas tentativas falhadas de negociação com a administração da ASA (Aeroportos e Segurança Aérea) na semana anterior a esta data e que visaram negociar um conjunto de reivindicações laborais.
“Convém dizer que as três classes visadas entregaram no início de janeiro na Administração da ASA, através do SINTCAP, seu representante sindical, um caderno com uma série de reivindicações, algumas das quais ficou o compromisso de a empresa analisar, para depois dar feedback”, diz o sindicato. Adianta que a empresa respondeu às reivindicações mais importantes, mas as propostas não satisfizeram os trabalhadores. Diziam respeito ao reenquadramento, à atribuição do subsídio de tecnicidade aos profissionais de telecomunicações aeronáuticas e à atribuição do subsídio de qualificação aos técnicos de informação e comunicação aeronáutica.
Em relação ao reenquadramento, explica o Sintcap, a ASA defende que este deverá ser feito no âmbito da revisão do Sistema Integrado de Gestão de Recursos Humanos, (SIGRH). Porém, os trabalhadores alegam que não podem esperar mais porque, segundo o sindicato, o sistema em vigor está demasiado ultrapassado – foi implementado em 2008 e já não se enquadra na nova ASA. “Além disso, é preciso dizer que o SIGRH em vigor não permite a que os trabalhadores desenvolvam na carreira na vertical, permitindo apenas uma evolução na horizontal, de três em três anos, dependendo da avaliação de desempenho, cujo impacto financeiro é quase imperceptível”, reforça.
Assim sendo, os trabalhadores das três classes tomaram a decisão de endurecer a luta, exigindo que a ASA faça de imediato o seu reenquadramento, que atribua o subsídio de tecnicidade ao pessoal de telecomunicações aeronáuticas e atribua o subsídio de qualificação aos técnicos de informação e comunicação aeronáutica. Em relação às outras reivindicações, conforme a referida fonte, os trabalhadores dizem que podem esperar para a revisão do SIGRH, que já está em andamento.
Não obstante a entrega do pré-aviso, os trabalhadores e o Sintcap dizem que continuam abertos ao diálogo e esperam que a negociação a ser mediada pela Direção-Geral do Trabalho no próximo dia 11 dê resultados positivos. Se for levada a cabo, a greve pode durar 72 horas, com início no dia 16 de março.







