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“CV no Ar” – Quando o jornalismo se torna serviço público e virtude cívica

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Domingos Barbosa da Silva

Num tempo em que a informação circula depressa, mas nem sempre com profundidade, Cabo Verde tem o privilégio de contar com um espaço jornalístico que honra a verdade, a seriedade e a missão pública de informar: “CV no Ar”. A equipa representada por Vanelise Silva e Gilvania Sofia Cardoso tem conseguido algo raro no panorama mediático nacional: informar com rigor, investigar com coragem e comunicar com alma, sempre na língua materna – o que reforça a proximidade, a autenticidade e a identidade do povo cabo‑verdiano.

O mérito destas jornalistas não reside apenas na competência técnica. Reside sobretudo na ética do olhar, na coragem de tocar as feridas do país com honestidade e profundidade. O programa aborda, com seriedade exemplar, temas que exigem atenção pública:

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  • criminalidade e segurança – analisadas com detalhe, sem sensacionalismo, mas com a firmeza de quem sabe que a segurança é um direito fundamental;
  • transportes e mobilidade – debatidos com clareza, mostrando como a conectividade é vital para a coesão nacional;
  • turismo e desenvolvimento – explorados com equilíbrio, revelando tanto as fragilidades como as potencialidades do país;
  • preços dos combustíveis – denunciando a assimetria que todos conhecem: quando sobem, sobem muito; quando descem, descem pouco;
  • questões sociais que merecem elogios – reconhecendo o que funciona, valorizando boas práticas e celebrando progressos.

Este equilíbrio – crítica firme e elogio justo – é a marca de um jornalismo maduro, responsável e comprometido com o bem comum.

A virtude de informar na língua materna

Ao comunicar na língua materna, “CV no Ar” cumpre uma missão cultural e democrática: garante que a informação chega a todos, sem barreiras linguísticas, sem elitismos, sem filtros que afastem o povo da sua própria realidade. Informar na língua do povo é um ato de respeito, de inclusão e de identidade nacional.

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Um jornalismo que merece reconhecimento público

Num país que precisa de instituições fortes e de vozes independentes, o trabalho desta equipa merece ser reconhecido formalmente. Por isso, é justo propor que Vanelise SilvaGilvania Sofia Cardoso e toda a equipa do “CV no Ar” sejam distinguidas com o Prémio Nacional de Jornalismo, ou equivalente, como reconhecimento da sua contribuição para:

  • a transparência pública,
  • a educação cívica,
  • a vigilância democrática,
  • e a dignidade da informação.

Se Cabo Verde quer conhecer‑se a si próprio, compreender os seus desafios e celebrar as suas conquistas, então deve ouvir quem informa com verdade. E, onde quer que estejamos no mundo, quando queremos saber o que acontece no nosso Cabo Verde, é ao “CV no Ar” que devemos recorrer.

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Conclusão

O jornalismo é uma virtude cívica quando se faz com coragem, rigor e amor ao país. É isso que Vanelise SilvaGilvania Sofia Cardoso e a sua equipa oferecem diariamente: um serviço público de excelência, uma voz independente, um espelho honesto da nação.

Cabo Verde ganha quando o jornalismo é sério. E ganha ainda mais quando reconhece quem o serve com integridade.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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