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ONU vai votar proposta de Bahrein que defende uso da força para libertar navegação no Estreiro de Ormuz

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O Conselho de Segurança da ONU tem sobre a mesa uma proposta sustentada pelo Bahrein que visa permitir o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz. As previsões apontavam para a discussão e aprovação hoje, sexta-feira, mas a imprensa internacional indica que a sessão foi suspensa devido ao feriado da Sexta-feira Santa.

A proposta busca permitir que países actuem a solo ou em coligações navais voluntárias para garantir a passagem segura de embarcações no estreito, que foi fechado pelo Irão devido a guerra com os Estados Unidos e Israel. A imprensa internacional adianta que China, Rússia e França — países com poder de veto— já se manifestaram contra a autorização de qualquer uso da força na região, o que coloca em dúvida a aprovação do texto.

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Dois diplomatas afirmaram que a reunião dos 15 membros do Conselho de Segurança e a votação foram remarcadas para a manhã de sábado (4), mas a ONU não confirmou ainda a informação. Segundo o jornal Globo.com, o texto prevê a aplicação das medidas propostas por Bahrein por pelo menos seis meses, mas tudo indica que há impasses sobre a sua aprovação. O jornal “The New York Times” adianta que o ponto central da discordância é um trecho que autoriza países a usar “todos os meios necessários” para garantir a passagem e impedir tentativas de bloqueio do estreito.

Situado na costa do Irão, o Estreito de Ormuz é um dos principais corredores marítimos para a navegação de petróleo mundial. Circulam pelas suas águas cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo, vindo de grandes produtores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irão, Iraque, Kuwait e Catar. O estreito tem sido um dos grandes pontos de tensão da guerra dos EUA e de Israel contra o Irão, país que controla a maior parte do canal. Nos últimos dias tem atacado navios que tentam atravessar esse espaço marítimo e infestou as águas com minas navais, uma crise que tem causado altas históricas no preço do petróleo.

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Uma resolução do Conselho de Segurança precisa de ao menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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