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Masakhane African Languages “convoca” linguistas e especialistas em tecnologia para combater fraca representação das línguas africanas na IA

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A plataforma Masakhane African Languages Hub lançou um apelo a investigadores africanos, linguistas, startups, especialistas em tecnologia e organizações comunitárias a criarem conjuntos de dados de elevada qualidade para combater a “grave” sub-representação das línguas africanas nos programas de Inteligência Artificial. Apesar da África ser o lar de mais de 2.000 línguas, diz a iniciativa, estas estão quase ausentes do panorama digital mundial

Nenhuma das 34 principais línguas mais utilizadas globalmente na internet é africana. Este desequilíbrio arrisca não só excluir mais de mil milhões de falantes das tecnologias emergentes, como também perpetuar enviesamentos e imprecisões prejudiciais, capazes de comprometer um uso equitativo das novas tecnologias”, frisa a Masakhane African em comunicado remetido à redação do Mindelinsite. O “hub” adianta que, com o apoio da Google.org e da FCDO, do IDRC e da Gates Foundation, o novo projeto pretende contrariar esta tendência, garantindo que as tecnologias de IA são construídas com base em dados rigorosos, inclusivos, culturalmente relevantes e de origem ética.

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Assim sendo, lançou um convite global para a apresentação de Manifestações de Interesse (EOI) em três pilares centrais: Reconhecimento Automático da Fala (ASR):desenvolvimento de dados de voz de grande escala, ancorados culturalmente, para 18 línguas africanas, com ênfase no equilíbrio de género e na autenticidade contextual; Benchmarking “In the Wild”: apoio a investigadores para conceberem estudos que testem o desempenho real dos modelos de IA em contextos africanos autênticos, práticos e do mundo real; Conjuntos de dados multimodais culturalmente relevantes: criação de conjuntos de dados de imagem, texto e fala, de elevada qualidade, para 40 línguas africanas, para apoiar a próxima geração de ferramentas de tradução e educação.

Os candidatos selecionados receberão financiamento, visibilidade e apoio institucional para os ajudar a alcançar um crescimento sustentável. A parceria com o Masakhane African Languages Hub proporcionará também uma plataforma para o desenvolvimento de tecnologia de IA liderada por africanos e a oportunidade de promover a inclusão de línguas historicamente marginalizadas no setor tecnológico.

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O objetivo final é capacitar mil milhões de africanos até 2029 com ferramentas e recursos de IA localmente relevantes, desbloqueando oportunidades para o desenvolvimento económico, a inovação local e a preservação do património linguístico de África.

“Estamos empenhados em promover a inovação liderada por africanos, garantindo que a IA reflete a rica diversidade linguística e cultural do continente. Este convite à apresentação de propostas vai além da criação de modelos; é um movimento rumo a um futuro digital mais equitativo. É uma oportunidade para colocar no centro grupos marginalizados, como as mulheres, as comunidades rurais e os idosos, levar adiante a sabedoria dos nossos mais velhos e incorporar o espírito do Ubuntu”, afirma Chenai Chair, diretora do Masakhane African Languages Hub.

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A data de elegibilidade de webinar para candidatos termina no dia, enquanto o prazo para manifestação de interesse vai até 25 de janeiro. Incluem organizações sem fins lucrativos, empresas sociais e instituições de investigação sediadas na África ou com presença neste continente.

O Hub é uma iniciativa ancorada na Masakhane Research Foundation para responder à sub-representação e à representação inadequada das línguas africanas na Inteligência Artificial (IA). Desenvolve conjuntos de dados, modelos e casos de uso orientados pela comunidade, com o objetivo de catalisar a inovação na saúde, educação, agricultura e noutros setores.

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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