O vice-Presidente dos Estados Unidos afirmou ontem que o agente da ICE que atirou e matou Renee Good, em Minneapolis está protegido por uma “imunidade absoluta”. Esta controversa declaração foi feita durante uma conferência de imprensa na Casa Branca e suscitou muita confusão. JD Vance respondia a um jornalista, que o questionou sobre a decisão do FBI de excluir as autoridades estaduais do Minnesota da investigação do incidente.
Segundo o repórter, o chefe das agências de investigação de Minnesota informou que o Escritório do Procurador dos EUA cortou o acesso das agências estaduais à investigação, levantando dúvidas sobre a transparência e a ética do processo. A resposta de Vance foi categórica: “O precedente é muito simples: você tem um oficial de aplicação da lei federal engajado em uma ação federal de aplicação da lei — isso é uma questão federal. Ele está protegido por imunidade absoluta. Ele estava fazendo seu trabalho”.
Para o vice-Presidente dos EUA, a investigação deve ficar na esfera federal. Além disso, salientou que as autoridades estaduais deveriam investigar porque “tantas pessoas” estão usando veículos para interferir no trabalho policial. Por fim, disse que o agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) tem “imunidade absoluta” para exercer sua função. Ainda na conferência de imprensa, J. D. Vance declarou que os integrantes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega são “americanos patriotas que estão tentando fazer cumprir a lei”.
Nas declarações aos jornalistas, Vance disse que Renee Nicole Good foi “vítima da ideologia de extrema-esquerda”. “Que jovem mãe aparece e decide atirar o carro contra agentes do ICE que estão a fazer cumprir a lei de forma legítima? É preciso estar um pouco doutrinada para chegar a esse ponto”, acusou o vice-presidente dos Estados Unidos. O agente do ICE, acrescenta, já tinha sido anteriormente arrastado por um veículo e ficado ferido. “Esteve perto de perder a vida. Por isso, talvez se perceba que ele seja um pouco sensível à ideia de alguém investir contra ele com um automóvel”, reforçou.
Após a morte, dezenas de manifestantes reuniram-se no local e protestaram contra a atuação de agentes federais e locais. O caso representa uma escalada nas operações de imigração realizadas pelo Governo Trump em grandes cidades americanas.
Globo.com, Renascença.pt







