A imprensa estatal iraniana e internacional confirmou esta quarta-feira a morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (CSSN) do Irão. Larijani era uma das figuras políticas mais experientes e influentes do país.
Segundo a BBC, Larijani não era um comandante militar, mas ocupava uma posição central na tomada de decisões relativas à guerra, diplomacia e segurança nacional. Já o CSSN o descreveu como um mártir.
Em comunicado, o escritório do CSSN informou que Larijani foi “martirizado junto com seu filho Morteza, Alireza Bayat (vice do setor de segurança do CSSN) e vários guarda-costas” durante a madrugada de terça-feira. Mais cedo, o ministro da Defesa de Israel havia informado que Larijani tinha sido morto após ataques israelitas atingirem seu esconderijo, mas o Irão não tinha confirmado.
Ao anunciarem a morte de Larijani, as Forças de Defesa de Israel (IDF) o descreveram como “uma das figuras mais importantes e influentes da liderança do regime iraniano”. “O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou sobre a alta rotatividade da liderança iraniana… nós vamos atualizá-lo de que essa alta rotatividade continua e está até aumentando após o assassinato de dois dos líderes mais importantes que ainda estavam no poder”, disse o ministro da Defesa de Israel.
O exercito israelita também confirmou a morte do principal oficial de segurança e comandante do grupo paramilitar iraniano Basij, Gholamreza Soleimani. Enquanto que o chefe do Exército iraniano, Amir Hatami, ameaçou lançar uma retaliação “decisiva” pela morte de Larijani. “No momento e local apropriados, será dada uma resposta decisiva, dissuasiva e que causará arrependimento à criminosa América e ao regime sionista sanguinário”, afirmou Hatami em comunicado.
A última vez que Ali Larijani foi visto em público foi na marcha do Dia de Quds em Teerã, em 13 de março, segundo sua conta no X, que o mostrava na rua acenando e conversando com apoiadores.







