A startup cabo-verdiana African Coders, dedicada à criação de soluções digitais para a valorização do talento africano e à sua ligação ao mercado global, foi a grande vencedora da 10.a edição do Unitel Go Challenge, um dos mais prestigiados programas de estímulo à inovação e ao empreendedorismo digital. O concurso, que decorreu no Centro de Convenções de Talatona em Luanda, reuniu sete projectos de cinco países africanos de língua portuguesa.
A plataforma African Coders venceu na categoria PALOP, dedicada a startups internacionais. Conquistou o primeiro lugar no concurso, seguida da Inunde da Guiné Bissau e da Go Seguros de Moçambique. “As propostas foram avaliadas com base em critérios como viabilidade comercial, utilidade, inovação e impacto social, reflectindo o foco do programa em soluções tecnológicas sustentáveis e com valor real para os mercados africanos por um júri composto por Teodoro Fernandes, Director de Marketing e Negócios Digitais da Unitel, Ivanilson Machado, presidente da Comissão Executiva do Grupo Pumangol, e Mário Amaral, CEO da Hemera Capital Partners”, refere em comunicado de imprensa.
O CEO da African Coders apresentou um pitch inspirador apresentado pelo CEO da African Coders, Elson Vaz, que centrou a sua intervenção não apenas na apresentação da solução tecnológica, mas sobretudo numa visão estratégica de desenvolvimento sustentável para África. Elson Vaz destacou a necessidade de criar empregos sustentáveis em África, como condição essencial para reter talentos, permitindo que estes estejam ao serviço do desenvolvimento económico, social e tecnológico dos seus países.
Este destacou igualmente o papel central da inovação na aceleração da transição digital de África, defendendo soluções tecnológicas que respondam de forma assertiva, inclusiva e adaptada às especificidades de cada contexto nacional. “A African Coders promove uma visão de integração digital africana, baseada na cooperação, na partilha de conhecimento e na criação de redes ativas entre países, talentos, empresas e instituições, interligando-a ao mercado global,” pontua.
A iniciativa, assegura, posiciona-se como uma ferramenta de conexão entre o Mercado global tecnológico e talentos africanos. “A vitória da African Coders representa um marco relevante para o ecossistema de inovação africano, reforçando o potencial do continente para gerar soluções tecnológicas com impacto regional e global. A iniciativa afirma-se como um catalisador de oportunidades qualificadas, mobilidade de competências e fortalecimento das cadeias africanas de valor na economia digital”, assegura.

Para Cabo Verde, frisa, a distinção assume um significado estratégico particular. Num contexto de insularidade e dispersão geográfica, a tecnologia surge como um veículo fundamental de integração regional africana, permitindo ao país superar barreiras físicas e posicionar-se como um hub digital de talento, inovação e serviços tecnológicos ao serviço de África. Através da criação de plataformas digitais, redes colaborativas e soluções escaláveis, reforça a sua ligação económica, social e tecnológica ao continente africano, promovendo a internacionalização de startups nacionais, a mobilidade do talento e o desenvolvimento de novos modelos de negócio baseados no conhecimento e na inovação.
O Unitel Go Challenge é uma iniciativa dirigida a jovens, estudantes e empreendedores que desenvolvem aplicações, websites e outras tecnologias digitais, aceitando projectos em diferentes fases de desenvolvimento, desde que demonstrem potencial de crescimento e impacto nos mercados lusófonos africanos. Nesta edição, participaram startups de Angola, C. Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e S. Tomé e Príncipe, embora este último tenha sido obrigado a abandonar o concurso por motivos de força maior.







