Economia

Ministro das Comunidades considera abusivo preço das passagens da TAP

O ministro das Comunidades considerou abusivo o preço das passagens que a Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) está a praticar em relação aos cabo-verdianos. Jorge Santos pediu, por isso, a companhia portuguesa que analise a situação e seja “mais solidária”, sobretudo em tempos de pandemia.

Os preços de uma passagem só de ida, na próxima sexta-feira, 24, com partida na ilha de São Vicente para Portugal, na classe económica, está acima dos mil euros (120 contos), mais precisamente 1000,78 euros. Enquanto que, na classe executiva chega aos 1762 euros, perto dos 200 contos. Foram estes valores, considerados escandalosos e obscenos, que obrigaram o ministro das Comunidades, Jorge Santos, a criticar a companhia aérea portuguesa.

“Apelamos á TAP, como empresa publica, para analisar esse mercado. As dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19 demonstram que temos que ser mais solidários. Temos que fazer negócios, mas temos que ser racionais e solidários. Os preços praticados pela TAP neste momento na ligação com as nossas comunidades são proibitivos. Temos que denunciar essa situação e apelar as autoridades portuguesas e a TAP para analisarem esta situação”, afirma o governante, em declaração à RCV.

Santos diz esperar que a situação seja resolvida com a retoma das atividades por parte da TACV, daqui a seis meses. “As nossas comunidades estão ansiosas com a entrada em funcionamento dos TACV, como empresa de bandeira nacional. Estão com esperança no sucesso dessa empresa que já foi reconstituída, nacionalizada e cujo Concelho de Administração tem seis meses para pôr os aviões a voarem e ligar os principais centros de distribuição da diáspora cabo-verdiana”.

As declarações do ministro sobre a mobilidade externa dos cabo-verdianos foram prestadas na sequência de uma deslocação à Holanda, Bélgica, Luxemburgo e Portugal.

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