A Espanha conquistou hoje o segundo título mundial da sua história ao derrotar a Argentina por 1 a 0, na final da Copa do Mundo, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, Estados Unidos. O golo decisivo foi apontado por Ferran Torres, na segunda parte da prorrogação, garantindo o bicampeonato para a seleção orientada por Luis de la Fuente.
A Espanha dominou a partida durante praticamente os 120 minutos, controlando a posse de bola, pressionando a saída da Argentina e criando as melhores oportunidades de golo. Mas só conseguiu transformar o domínio em vantagem nos instantes finais da decisão. Já a Argentina, campeã mundial em título, teve dificuldades para impor o seu jogo e criou poucas ocasiões de perigo.
Desde os primeiros minutos, a seleção espanhola assumiu o controlo do encontro com circulação rápida de bola e pressão alta, neutralizando as principais armas ofensivas da formação argentina, incluindo Lionel Messi. O jogador Lamine Yamal protagonizou a melhor oportunidade da primeira parte, destacando-se ao lado de Rodri e Dani Olmo no setor ofensivo.
Após o intervalo, o treinador Lionel Scaloni lançou Leandro Paredes para reforçar o meio-campo e aumentar a intensidade, mas a alteração pouco mudou o rumo da partida. A Espanha continuou mais perigosa e obrigou Emiliano “Dibu” Martínez a realizar intervenções decisivas para manter o empate.
A situação da Argentina complicou-se na reta final do tempo regulamentar, quando Enzo Fernández foi expulso após receber o segundo cartão amarelo, na sequência de uma falta sobre Cubarsí. Com vantagem numérica, a Espanha intensificou a pressão. Nico Williams chegou a marcar, mas o golo foi anulado por fora de jogo. Mesmo reduzida a dez jogadores, a Argentina resistiu e levou a decisão para o prolongamento.
O momento decisivo surgiu no início da segunda parte da prorrogação. Pedro Porro cruzou pela direita, Nico Williams assistiu de primeira para trás e Ferran Torres apareceu na área para finalizar de pé esquerdo, sem hipótese de defesa para Dibu Martínez, estabelecendo o 1 a 0. Pouco depois, o avançado espanhol voltou a marcar, mas o lance foi igualmente anulado por fora de jogo.
A Espanha confirmou o bicampeonato, regressando ao topo do futebol internacional 16 anos depois da conquista do seu primeiro título, em 2010, com um registo impressionante: sete vitórias, um empate (não venceu apenas a seleção de Cabo Verde) e apenas um golo sofrido, frente a Bélgica nos quartos de final.







