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“Didi” Duarte: “Convite para integrar equipa técnica da selecção de andebol baseou-se unicamente no meu percurso”

Adelino “Didi” Duarte acredita que o convite formulado pela Federação Cabo-verdiana de Andebol para integrar a equipa técnica que vai orientar o combinado crioulo no mundial “Egipto-2021”, junto com o treinador principal José Tomas e o adjunto Rui Ferreira, baseou-se única e exclusivamente no seu trabalho e percurso na selecção, inclusive durante a campanha de apuramento. “Estar na selecção nacional de andebol não constitui novidade para mim. Estive como treinador duas vezes na CPLP, inclusive na última prova realizada em Cabo Verde, e participei da campanha, junto com Pedro Ferreira, em todas as eliminatórias”, reage Didi a algumas criticas feitas nas redes sociais na sequência da sua escolha como treinador-adjunto. 

Sem querer bater muito nessa tecla, Didi acredita que esta celeuma à volta da sua escolha como seleccionador-adjunto advém do facto de ser delegado do IDJ – Instituto do Desporto e da Juventude – em S. Vicente, mas também porque não está neste momento ligado a nenhuma equipa em particular. Garante, no entanto, que o andebol é um desporto que nunca abandonou e que quer continuar a dar a sua contribuição.

“Hoje faço parte da estrutura do IDJ. Sou delegado do desporto em S. Vicente e, por causa disso, algumas pessoas defendem que não posso integrar a equipa técnica. O que estas pessoas não sabem é que o IDJ está completamente comprometido com a selecção e com a federação. O IDJ está focado para, junto com a FCA, Cabo Verde possa ter o melhor desempenho na sua estreia no mundial de andebol.” 

O convite para integrar a equipa técnica dos tubarões-azuis, explica, partiu da federação e baseou-se no seu percurso e contribuição para a modalidade. “Fui convidado para juntar-me à dupla formada pelos portugueses José Tomas (treinador) e Rui Ferreira (adjunto). Não podia declinar o convite. Estar num campeonato mundial é a maior experiência que um treinador possa ter. Não existe palco melhor. Preciso dizer também que treinei muitos dos jogadores agora convocados durante muitos anos. Fizemos todo um percurso no Challenge Trophy e também a minha participação na fase africana de apuramento. A FCA reconheceu competência na minha pessoa por tudo aquilo que tenho feito, por isso o convite”, detalha Didi,  para quem esta é uma oportunidade ímpar para estar no maior palco mundial da modalidade.

O treinador-adjunto garante, por outro lado, que ficou satisfeito por ser mais um rosto de S. Vicente na selecção nacional de andebol, deixando de lado qualquer postura bairrista. Igualmente, diz, é uma enorme satisfação pessoal porque o andebol sempre foi a sua paixão. “Sempre trabalhei e vou continuar a trabalhar para o andebol, enquanto tiver condição. Pelo facto de ser delegado do IDJ não vou deixar de trabalhar. Estou orgulhoso de terem lembrado da minha pessoa e o meu comprometimento é total”, reafirma.

Por isso, não concorda com aqueles que veem a estreia de Cabo Verde no mundial como uma oportunidade para ganhar experiência. “A nossa postura tem de ser de competição. 99% dos convocados jogam no exterior e têm vindo a apresentar muita qualidade. Estão habituados às grandes competições. Sei que vamos defrontar os melhores do mundo e Cabo Verde está num grupo muito forte. Vamos defrontar a Alemanha, actual número 1 do mundo, e a Hungria, o quarto do ranking mundial. Mas acredito no empenho, esforço, garra e determinação dos nossos atletas. Sabemos que vai ser difícil, mas não impossível. Estou muito confiante no nosso desempenho.”

CV entre os melhores do mundo

Didi acredita que, pelo facto de Cabo Verde estar neste momento entre “os melhores do mundo”, as expectativas aumentaram, mas garante que de forma alguma a expectativa dos cabo-verdianos será defraudada. Esta sua confiança baseia-se na qualidade dos atletas, incluindo dos quatros pré-convocados que jogam em equipas nacionais, no caso no Atlético do Mindelo e no GDC da Praia. “Foram chamados porque o treinador viu qualidade nestes atletas. Conheço muito bem os de S. Vicente – Júnior Soares e Fred Santos. Ambos têm enorme potencial que mostraram na Liga Africana de Campeões. E há muito se dizia que mereciam uma oportunidade. Também conheço o Jorginho do GDC da Praia. Acredito que todos estão ao mesmo nível dos que jogam lá fora.”

Todos os 23 pré-convocados e equipa técnica seguem, em Novembro, para um estágio de preparação em Portugal, que acontece de 2 a 8. Depois participam de uma concentração final em dezembro, antes de seguirem para o Egipto para marcar presença no 27º Campeonato do Mundo da modalidade em janeiro.

Cabo Verde estreia-se na prova no dia 15 contra a Hungria, volta ao campo no dia 17 contra a Alemanha e novamente no dia 19 para defrontar o Uruguai. 

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