Cultura

TVA no MEO: “Criar uma programação específica para nossa diáspora, significa estarmos vivos e abraçar desafios difíceis” diz Saulo Montrond

O canal TVA – Televisão África já está disponível na grelha de programação do MEO, na posição 197. Assinatura do contrato, que marca a internacional deste canal nacional, aconteceu ontem em Lisboa, mais precisamente no Centro Cultural de Cabo Verde. Para Saulo Montrond esta ambição de criar e por no uma emissão especifica voltada para a diáspora, mostra que estão vivos no mundo empresarial, o que implica trabalhar permanentemente para ter sucesso.  

Numa curta publicação na sua página nas redes sociais, Saulo Montrond explica que TVA sempre foi um projecto assento no chão das ilhas, mas voltado para o mundo, à imagem do que tem sido o percurso de afirmação dos cabo-verdianos enquanto povo. “ A Televisão África é uma voz poderosa que chega das ilhas de Cabo Verde para mostrar o arquipélago e o continente a que pertence”, diz este jovem empreendedor, que faz questão de destacar a dimensão africana deste projecto. “A TVA tem a noção de que seria incapaz de sobreviver se olhasse apenas para o seu pequeno mercado insular sem a ambição de ir buscar, trazer e levar produtos audiovisuais de qualidade de outras proveniências, partilhando ideias e visões, projectando Cabo Verde e a África em Portugal e no mundo”, reforça.

O canal, diz Montrond, vai oferecer aos telespectadores em Portugal uma programação orientada para a produção de conteúdos de entretenimento, informação e desporto. Na sua fase de lançamento, introduz o primeiro formato de ficção produzido em Cabo Verde, Lua Minguante. Criado em parceria entre a TVA e a produtora Green Studio, este formato de ficção é passado na ilha de São Vicente e retrata a história de Júnior, um adolescente que, uma vez atormentado por uma rara e misteriosa doença, estabelece como meta de vida encontrar a forma esteticamente “irrepreensível de morrer”.

Outra novidade é um programa de talentos, nominado Talento +, que promete fazer a diferença e selecionar em diferentes disciplinas artísticas os melhores candidatos, num formato que prevê promover a cultura, os costumes e as tradições de Cabo Verde. Conteúdos como documentários, festivais, concertos, informação, desporto, música, entre outros, farão também as delícias de públicos de todas as idades, numa valorização da indústria audiovisual e cinematográfica cabo-verdiana.

Relativamente a presença da TVA no MEO, de acordo com Montrond, projecta uma forte ambição de crescimento e afirmação num contexto e numa visão do negócio audiovisual que não é fácil de concretizar. “Entre o que fazemos para o mercado português e o nosso trabalho em Cabo Verde estamos a falar de duas emissões distintas, e quem conhece minimamente o sector audiovisual sabe o quanto custa criar e manter no ar uma programação televisiva criativa e dinâmica, principalmente em mercados pequenos e num sector onde os investidores não se aventuram”, pontua.

Programação voltada para fora

Para este jovem empresário, muitas pessoas poderão considerar este passo ambicioso da TVA de suicídio empresarial. Mas, na sua perspectiva, criar a TVA e faze-la funcionar em Cabo Verde, internacionalizá-la através do MEO e pôr de pé uma emissão específica voltada para fora e para a diáspora, mostra que estão vivos. “Significa estarmos vivos, no sentido de que vida, no mundo empresarial, implica procurar e abraçar desafios difíceis, lutar permanentemente pela afirmação dos empreendimentos em que nos lançamos e, acima de tudo, ter sucesso. É isso que nos move. Com toda a confiança, dizemos que estamos aqui para ter sucesso”, conclui este empreendedor. 

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