Receita da Catchupa, elaborada pelo chef Lamine Medina, inscrita hoje no Museu da FAO

A receita da Catchupa, o prato tradicional mais conhecido de Cabo Verde, vai entrar hoje à tarde para o Museu da FAO – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura -, na cidade italiana de Roma. Coube ao “chef” Lamine Medina a responsabilidade de elaborar a lista dos ingredientes usados nessa comida feita à base de milho e feijão, documento que, garante o cozinheiro, respeita a tradição das ilhas.
Cozinheiro oficial dos “Tubarões-Azuis”, Lamine Medina recebeu o convite da FAO em Cabo Verde para esse evento dois meses após o término da Copa do Mundo. “Gastronomicamente falando, estamos perante um momento ímpar e de enorme expressão para a nossa história porque a nossa Catchupa vai estar no patamar que merece”, comenta. Durante a cerimónia, que será testemunhada pelo ministro do Mar, João do Carmo, o chef vai preparar esse prato para ser apreciado pelas entidades presentes. Para o efeito, levou os produtos básicos de Cabo Verde, onde contou com o apoio da delegação do Ministério do Ambiente e Agricultura, em São Vicente, na certificação sanitária dos mesmos.
A Catchupa, diz Lamine Medina, ganhou projeção mundial na Copa, tendo várias pessoas associado a performance dos atletas em campo ao prato. O cozinheiro foi entrevistado pelo canal da FIFA e por diversas estações de televisão e rádio, curiosas em saber como era feita a alimentação dos atletas. O cozinheiro revela que a comida era servida apenas uma vez por semana, principalmente no dia de folga, e de surpresa. “Só eu e o treinador sabíamos o dia em que servíamos a catchupa. Normalmente causava um efeito psicológico extraordinário. O pessoal cantava e dançava nesse dia”, conta o chef, salientando que o prato tinha a magia de conectar os jogadores às raízes culturais de Cabo Verde.
Além de Cabo Verde, outros dois países (Samoa e Haiti) vão inscrever suas receitas no Museu da FAO.






