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São Vicente: Importância da literatura na perservação da identidade cultural cabo-verdiana destacada na Grande Feira do Livro

A Grande Feira do Livro de Cabo Verde 2026 foi oficialmente aberta esta terça-feira, 3 de novembro, na Praça Dom Luís, no Mindelo, sob o lema “Herança Literária”. Na cerimónia, os intervenientes destacaram a importância da literatura na preservação da identidade cultural cabo-verdiana, na transmissão da memória coletiva e na aproximação dos livros às novas gerações.

A sétima itinerância da Grande Feira do Livro em São Vicente é promovida pelo Ministério da Cultura, através do Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, em parceria com a Câmara Municipal de São Vicente, e decorre até sábado, 7 de novembro. Na abertura, a vereadora dos Mercados e Feiras da Câmara Municipal de São Vicente, Carla Monteiro, salientou a ligação entre a herança literária e a identidade do povo cabo-verdiano. “Hoje é um fio invisível e forte que liga o que fomos, o que somos e o que seremos, enquanto povo”, afirmou, referindo-se ao tema desta edição.

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A responsável destacou ainda o papel histórico da revista Claridade, fundada em São Vicente, em 1936, e dos seus principais representantes, como Baltasar Lopes, Manuel Lopes e Jorge Barbosa, na construção da literatura moderna cabo-verdiana e na afirmação da identidade nacional. “Ao acolhermos esta grande feira do livro cabo-verdiano, organizada pela Biblioteca Nacional de Cabo Verde, estamos a honrar diretamente esta herança”, declarou. Carla Monteiro defendeu também, a importância de se incentivar o contacto das crianças e dos jovens com os livros, sobretudo num contexto de crescente digitalização. Segundo a vereadora, a feira disponibiliza mais de 10 mil títulos e constitui uma oportunidade para promover a leitura e valorizar os autores nacionais.

A presidente do Instituto da Biblioteca Nacional de Cabo Verde, Matilde Santos, sublinhou que as parcerias são fundamentais para levar a iniciativa a diferentes municípios do país, considerando os desafios logísticos inerentes à condição arquipelágica de Cabo Verde. Matilde Santos destacou também a cooperação cultural com a Câmara Municipal do Funchal, que permitiu a participação de uma delegação madeirense no evento e a apresentação de obras de escritores da região portuguesa.

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Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, considerou a participação na feira uma oportunidade para se aprofundar os laços culturais entre a Madeira e Cabo Verde, através da divulgação das produções literárias. O autarca ainda destacou o papel dos escritores na criação e transmissão do conhecimento, apelando ao público para valorizar os livros e dar visibilidade aos seus autores. “Livro que não é lido é livro que não existe. Livro que não é folheado é um livro que pode cair no esquecimento”, afirmou.

A programação decorre diariamente, das 10h00 às 20h00, e inclui encontros com escritores, sessões de contos, diálogos poéticos, debates sobre literatura e bibliotecas, além de exibições cinematográficas e documentais. Entre as atividades previstas estão iniciativas dirigidas ao público infantil e momentos de reflexão sobre o futuro da escrita.

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Ronice Fortes (Estagiária)

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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