Cultura

Exposição na Alliance assinala 90 anos da Hydrobase da Aéropostale em Calheta

A Alliance Française do Mindelo, em parceria com a Uni-Piaget, acolhe, no dia 21, a exposição os “Noventa anos da Hydrobase da Aéropostale em Calheta de São Martinho”, onde terá lugar também a uma conferência sobre do tema. Esta mostra insere-se na semana da Francofonia em curso, até o dia 21.

A exposição acontece no pátio das instalações do Alliance Française, com a abertura da conferência “Cabo Verde na rota da Aéropostale”, presidida pelo professor Wlodzimierz Szymaniak. São quatro conjunto de trabalhos, entre os quais uma exibição de nove painéis que, através de textos, imagens antigas, subaquáticas, actuais e prospetiva retratam o local (Calheta), a história da Hydrobase ali construída, no quadro do projecto Aéropostale.  

Haverá uma projecção sobre a baía de trabalhos realizados sobre o tema por alunos do 3º e 4º ano de Arquitectura na UniPiaget, sob a tutela dos professores Nicolau Carvalho e Catarina Marques. E ainda uma exposição de livros referentes a 15 kakemonos (pinturas) com o tema Memórias do Aerópostale, cedidas pela Associação Memóire d´Aéropostale (França).

Três anos depois de ter ser sido realizado na cidade da Praia, esta exposição, que é organizada pela Universidade Jean-Piaget de Cabo Verde, embaixada de França e Associação Memóire d´Aeropostale, chega agora a São Vicente. Integra a Semana da Francofonia realizada pela Alliance France, que programou ainda, a semelhança dos anos anteriores, a realização no dia 18 de um Dicté (ditado). As inscrições terminam esta terça-feira e serão distinguidos os dois melhores.

De referir que, na Calheta, município de Ribeira Grande de Santiago, situam-se as ruínas do edifício da companhia aérea francesa, a Aéropostale. Foi nas águas da sua baía que, em 1928 poisou o tenente Paulin Paris, pilotando um Laté, que saiu do Senegal. Este terá escolhido Cabo Verde como escala para encurtar a distância entre a Europa e a América do Sul.

Nessa altura, segundo historiadores, o correio era transportado de hidroavião de Toulouse (França), com escala em S. Louis (Senegal). Na Calheta, a carga era colocada a bordo de um antigo barco militar francês rumo ao Recife, Brasil.

Constânça de Pina

Foto: Record Cabo Verde

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