Cultura

Embaixador Luís Fonseca vai cozinhar para 50 convidados no KFF

O embaixador e padrinho do Kavala Fresk Feastival, Luís Fonseca, vai cozinhar para 50 convidados  no próximo 8 de julho, na edição 2022 deste evento cultural e gastronómico, inserido no “Kavala Cooking Show”, que mostra os sabores, texturas e paladares da cavala. Fonseca agradeceu esta oportunidade de mostrar os seus dotes na cozinha, como disse, aprendidos enquanto esteve na cadeia da Praia, antes de ser transferido para Tarrafal de Santiago como preso politico.  

Homem da Cultura e diplomata de carreira, Luís Fonseca foi Representante Permanente de Cabo Verde junto às Nações Unidas e Secretário Executivo da Comunidade de Países de Língua Oficial de Cabo Verde. Mas no próximo sábado vai colocar um avental e aventurar-se a fazer diplomacia a partir dos seus cozinhados para um grupo restrito de convidados, na explanada do Gare Marítimo de São Vicente. “É com bastante satisfação e muita honra que vou estar presente e entrar nesta aventura de cozinhar para convidados. Como se disse aqui, Tchicau aprendeu com pouco e eu, o pouco que sei fazer na cozinha, aprendi na cadeia, como preso politico. Talvez possamos encontrar uma forma de juntar duas fraquezas e para fazer força”, declarou à imprensa na apresentação da 10ª KFF. 

Fonseca admite que sempre acompanhou e incentivou a organização do festival a marcar presença na cultura de S. Vicente e de Cabo Verde e, por isso, só tem a agradecer por este destaque que lhe é atribuído neste evento, cujo programa é completo. “Como disse aqui a Josina Freitas, gastronomia faz parte da diplomacia e do esforço que o país pode fazer para ser mais conhecido, acolher cooperações, criar relações, particularmente neste período em que o mundo está a atravessar uma situação de carência que reflete em Cabo Verde”, enfatizou, realçando que o re-food é uma excelente iniciativa porque coloca o KFF no mapa do esforço para responder a situações muito difíceis que se vive na ilha.    

Para o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, que também fez uma intervenção na apresentação pública do KFF na qualidade de parceiro, está edição é especial, desde logo pelo aspecto emocional e sentimental. Isto porque, afirma, duas figuras importantes e que tiveram uma intervenção directa no festival, D. Lili e Samira Pereira, não estarão presentes. “D. Lili, com a sua experiência da cultura, do Carnaval e do desporto de SV, sempre apoiou e incentivou o KFF. Samira Pereira esteve na cavala e em outros eventos culturais a ilha. Trouxe tudo o que sabia e que poderia e poderia fazer para melhorar e conferiu uma imagem melhor da nossa identidade”, declarou Augusto Neves.   

O edil mindelense enalteceu ainda este evento cultural e gastronómico, tento em conta o momento em que se vive e destacou o esforço da organização do KFF que, afirma, sentiu que podia trazer à população de São Vicente e de Cabo Verde estes momentos de alegria, de gastronomia e de identidade que, a seu ver, são fundamentais. E foi exactamente que a CMSV, mais uma vez, associou à este festival, bem como a outros que fortalecem a identidade e a cultura da ilha de São Vicente. “Neste momento de pandemia e de guerra, temos de juntar todos e fazer aquilo que é bom para a nossa terra, para a nossa cultura e a nossa identidade. Por São Vicente, estamos sempre presentes.”

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