Cultura

Dino D´Santiago é uma das 100 personalidades afrodescendentes mais influentes do mundo

O cantor Dino D´Santiago, nascido em Portugal, está na lista global dos afrodescendentes “Mais Influentes de 2021. O artista já veio a público agradecer esta distinção, que surge dias depois de ter sido nomeado para os Globos de Ouro, nas categorias nas categorias de Melhor Intérprete e Melhor Música, com o single “Kriolu”, lançado no ano passado. Dino é hoje considerado por muitos críticos como a nova voz de Cabo Verde.

“Estar entre os 100 afrodescendentes mais influentes do mundo, numa lista que conta com nomes que muito me inspiram nesta caminhada é por si só algo que aguardo com um profundo orgulho e celebro com os meus”, afirmou o artista, em declarações à Lusa.

A Lista Global de Afrodescendentes Mais Influentes de 2021 (MIPAD, na sigla em inglês) surge na sequência “Década Internacional dos Povos de Ascendência Africana”, proclamada pela resolução 68/237 da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que ocorre entre 2015 e 2024. Durante este período são publicadas, anualmente, listas das pessoas com mais influencia em diversos sectores públicos ou privados, que podem ir da cultura à política.

Dino D´Santiago ganhou três troféus nos prémios Play. Também já venceu dois Globos de Ouro quando ainda era um dos membros do grupo português Expensive Soul. A estes junta-se a sua inclusão na lista das 100 personalidades afrodescendentes mais influentes pelo Most Influential People Of African Descent, na categoria “Media & Culture”.

Claudino de Jesus Borges Pereira, mais conhecido por Dino D’Santiago, nasceu e cresceu em Portugal, mas não esqueceu as suas raízes em Cabo Verde. O nome, Dino D’Santiago é um tributo à família. “A minha avó, o meu avô e os meus pais nasceram em Santigo, no interior de Santigo, então foi mesmo um tributo a eles”, afirma com orgulho.

“Desde criança que Cabo Verde tem aquela influência muito forte porque os meus pais ouviam muitas músicas tradicionais do país quando emigraram, como Bulimundo, Cesária Évora, Bana, Ildo Lobo, e então sempre houve uma grande familiariedade com o crioulo”, pontuou Dino, que veio para Cabo Verde em 2010 em busca das suas raízes. “Estive em Cabo Verde e aí mudou mesmo radicalmente toda a minha perspetiva, toda a minha forma de compor e vi que era muito natural escrever em crioulo, e aquelas histórias do quotidiano, tudo assim tão próximo. Despertou um novo eu que desconhecia assim a esse nível. Sentir que as coisas saiam com tanta facilidade. Eu vivi em Portugal a vida toda, nasci em Portugal, mas foi em Cabo Verde que tudo aconteceu. Eu acredito que as almas são muitos antigas…”, frisou.

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