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Batchart faz “show de consolidação” na Rua de Lisboa e reserva 2024 para “tours” pela Europa e Estados Unidos

O artista Batchart considerou o show realizado esta madrugada na Rua de Lisboa como um momento de consolidação da sua carreira em 2023, ano que, diz, foi bastante intenso. Acompanhado pelo grupo coral da escola Jorge Barbosa, o rapper cabo-verdiano apresentou os sucessos dos álbuns “Wikileaks” e “Resiliente”, músicas bastante conhecidas do público, que se juntou ao coro e emanou uma energia contagiante no centro da Cidade do Mindelo, nas palavras do mesmo.

O show começou com duas horas e meia de atraso, mas esse percalço não afectou o estado de espírito do artista. Segundo Batchart, no mundo dos espectáculos os músicos têm de saber lidar com essas situações. “Não há nenhum palco de festivais no mundo onde não ocorram atrasos. Acabamos por saber lidar com essa situação”, comenta.

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Batchart foi acompanhado durante todo o espectáculo pelo coro da escola secundária Jorge Barbosa como forma de ajudar o grupo no seu processo de restruturação. O grupo coral tem feito convites ao artista, mas os encontros têm sido sempre adiados por dificuldade de agenda.

“Achei que estarem aqui comigo seria uma forma de acreditarem ainda mais neste projecto que, para mim, tem uma elevada importância. Espero que continuem a acreditar nos seus sonhos para chegarem onde pretendem chegar”, frisa o artista.

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Acompanhar Batchart no show foi um enorme incentivo para o grupo coral, que, informa Katy Fortes, está a trilhar um novo rumo. Segundo esta jovem foi um convite surpreendente e desafiador para o coro, que teve quase 3 semanas de ensaios.

“Estamos a tentar reerguer o grupo para funcionar num novo formato, onde cada elemento tem a sua palavra a dizer sobre o que temos a fazer. Todos têm uma palavra sobre os nossos trabalhos para podermos chegar a um acordo que satisfaça o grupo”, explica esta estudante de 20 anos, que integrou o coro quando tinha 11 anos de idade.

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Encerrado o ano 2023, Batachart pretende canalizar a sua agenda artística para a diáspora. O artista adiantou ao Mindelinsite que pretende fazer tours pela Europa e os Estados Unidos e estar mais perto da comunidade emigrada. Assegurou que não está nos seus planos lançar um novo trabalho no próximo ano.

Este ano, Batchart foi distinguido pelo Observatório da Cidadania Activa com o Certificado de Excelência pela sua intervenção social, um prémio que serviu para recarregar a sua bateria. “Ás vezes pensamos que as pessoas não prestam atenção ao que fazemos, mas não quero assumir este certificado como uma responsabilidade. Será, no entanto, um incentivo para fazer mais e melhor”, reage.

No encerramento de 2023, este artista esteve em vários palcos, mas continuou a reparar como o “bairrismo” tem estado a afectar o sector do entretenimento em Cabo Verde. Da análise feita, constatou as dificuldades enfrentadas por artistas das ilhas ditas periféricas em relação aos residentes nos maiores centros urbanos. “Este ano ficou muito evidente como os artistas do centro conseguiram fazer o crossover para as restantes ilhas, quando o contrário foi muito difícil”, critica o compositor/intérprete, para quem o factor demográfico acaba por minar o crescimento dos artistas nas ilhas.

Batchart actuou esta madrugada na Rua de Lisboa no primeiro dos dois dias de espectáculos organizados pela Câmara de S. Vicente para a passagem de ano. Foi o primeiro artista a actuar, seguido do grupo de reggae Mo’ Kalamity & The Wizards e o encerramento ficou a cargo de Dynamo.

Hoje, dia de S. Silvestre, sobem ao palco a Banda Serenata & convidados para apresentar as Boas Festas, o projecto Kriol Kings (Nelson Freitas & Djodje), Plutónio e Elji Beatzkilla. 

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Kimze Brito

Jornalista com 30 anos de carreira profissional, fez a sua formação básica na Agência Cabopress (antecessora da Inforpress) e começou efectivamente a trabalhar em Jornalismo no quinzenário Notícias. Foi assessor de imprensa da ex-CTT e da Enapor, integrou a redação do semanário A Semana e concluiu o Curso Superior de Jornalismo na UniCV. Sócio fundador do Mindel Insite, desempenha o cargo de director deste jornal digital desde o seu lançamento. Membro da Associação dos Fotógrafos Cabo-verdianos, leciona cursos de iniciação à fotografia digital e foi professor na UniCV em Laboratório de Fotografia e Fotojornalismo.

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