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“Baía das Gatas 2022” com música para todos os gostos e idades 

A 38ª edição do Festival Internacional de Música da Baía das Gatas, que este ano homenageia os cabo-verdianos enquanto povo resiliente, apresenta um cartaz com artistas e ritmos para todos os gostos e idades. O alinhamento final deste que é o maior certame musical de Cabo Verde arranca esta sexta-feira, 12, com um quarteto feminino composto por Tchicau, Aline Frederico, Carmen Silva e Cremilda Medina. 

Este é um festival que privilegia a actualidade da música nacional, em especial para os jovens, como anunciou o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, há algum tempo. É assim que, após a abertura com as vozes femininas, o palco é reservado para os artistas mais “experientes” e conhecidos da Baía, caso do Toi Pinto, Jorge Sousa, Leonel Almeida, Djosinha e Cabo Verde Show. 

Mas os jovens não são esquecidos, muito pelo contrário, logo de seguida sobe ao palco uma das artistas do momento, Soraia Ramos, e os repetentes Wet Bed Gang, constituído por rappers lusos e alemães. O grupo esteve na Baía das Gatas em 2019 e foi na altura um dos grandes destaques do Festival Internacional de Música. 

Para sábado, 13, estão previstas as actuações de Ary Kueka, Ceuzany, Gai, Constantino, Anísio, Nenny, Loony Johnson e Julinho KSD. E, no Domingo, Edwin Vibez, Giio & Mister High, Tiago Silva, Hilar, Dieg, Kiddie Bonz, Batchart, Calema, Djodje e Morgan Heritage, que encerra esta edição do festival da Baía das Gatas. 

A quatro dias do arranque do evento, todas as 60 barracas para o comércio já estão licenciadas, conforme informações avançadas à Inforpress pelo vereador Rodrigo Martins. Segundo o responsável pelo pelouro de Gestão Patrimonial e Desenvolvimento Local, o palco e o perímetro na Baía das Gatas receberam obras de melhoria feitas pela CMSV para receberem o regresso do festival ao seu formato presencial, após dois anos transmitido via internet por causa da Covid-19.

“Fizemos várias intervenções, melhoramos os parques de estacionamento e também a zona de colocação das barracas. E é interessante dizer que as 60 barracas já estão quase atribuídas, fora o espaço de alimentação que também ainda há muita procura”, avançou Rodrigo Martins à agência de notícias, evidenciando que “este é um bom sinal porque um dos objectivos mais importantes do festival é a dinamização da economia local”. Rodrigo Martins enfatiza que a “elevada procura” para o licenciamento do comércio no festival deve-se à diminuição da taxa por parte da CMSV que, desta forma, quis incentivar os comerciantes nesta altura de retoma económica.

Depois de dois anos apenas em versão online a partir da cidade do Mindelo e para  alguns convidados por causa da pandemia da Covid-19 o regresso deste certame  internacional em formato presencial é aguardado com enorme expectativa pelos mindelenses, que esperam reviver a habitual convivência saudável no areal da Baía, regada com muita música, muitos comes e bebes, encontros e reencontros. 

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