
O cortejo do “Enterro do Carnaval” dos mandingas agendado para a tarde deste domingo não vai incluir este ano o troço entre Madeiralzim e Chã de Alecrim. A decisão foi anunciada ao Mindelinsite por Tau Rodrigues, presidente dos Mandingas da Ribeira Bote. O motivo, segundo este dirigente, é diminuir o tempo de chegada à Avenida Marginal, mais precisamente à chamada “praia d’catxorre”, que todos os anos serve de “cemitério”.
“Este ano vamos partir do Pelourinho de Ribeirinha para Cruz, descer pela avenida da Escola Técnica e seguir para a Avenida Marginal. O percurso será mais curto porque temos estado a gastar muito tempo na via de Chã de Alecrim. Há muita confluência e o trio costuma parar por diversas vezes, aumentando grandemente o tempo que passamos no enterro”, justifica Tau Rodrigues. Ilustra que o grupo chega a gastar mais de duas horas percorrendo essa longa via, que vai “desaguar” na praia da Avenida Marginal.
Todos os anos, acrescenta Tau, o enterro acontece já noite e muita gente não consegue ver esse acto final. “Já aconteceu termos iniciado o ´enterro´ e o trio eléctrico estar ainda percorrendo o troço de Chã de Alecrim”, informa. A expectativa é que o “funeral” aconteça por volta das 18 horas, cerca de 3 horas após o arranque do Mercado de Ribeirinha.

Tau Rodrigues acrescenta que algumas cenas de violência já foram registadas justamente nessa parte da trajetória porque, diz, há jovens que escolhem os desfiles dos mandingas para levarem à prática actos condenáveis. “São casos que ocorrem no meio do cortejo, que a Polícia não consegue evitar”, revela Tau Rodrigues, adiantando que a Polícia Nacional concordou com a proposta de redução do percurso.






