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Sectores Público e Privado desenham o futuro do turismo de SV em mesa redonda

As principais entidades envolvidas no desenvolvimento turístico de São Vicente participaram hoje em uma mesa redonda, que aconteceu em decorrência do Fórum Pensar SV realizado pela Câmara Municipal, para desenhar o futuro deste sector na ilha. Do encontro, cuja abertura foi presidida pelo Ministro do Turismo, Carlos Santos, vai-se produzir uma “Carta do Mindelo”, com as principais recomendações. 

Coube ao PCA da Cabo Verde Trade Invest, José Almada Dias, apresentar as boas-vindas aos convidados de uma lista restrita, no caso, o Ministro do Turismo, os representantes da CMSV, o presidente substituto Rodrigo Rendall e o vereador do Turismo, Albertino Graça. Ainda aos presidentes da Câmara do Turismo, Gualberto do Rosário, e da Câmara do Comércio, Jorge Mauricio, ambos em representação do sector privado, ao Presidente do Instituto do Turismo, Humberto Lélis, ao administrador do Instituto do Turismo, Francisco Martins, ao gestor do Fundo do Turismo, Manuel Ribeiro, e à Autoridade para a Zona Econômica Especial Marítima de São Vicente (ZEEM-SV). 

Estas são instituições com um papel fundamental no planeamento do turismo desta ilha. Todos estamos conscientes do potencial de São Vicente e das ilhas vizinhas que, juntos, oferecem um produto turístico extremamente completo. Todos aqui têm uma intervenção directa, tendo do lado do sector público como do privado, para debater algumas ideias força para podermos avançar”, afirmou Almada. 

Este destacou ainda os muitos projectos em carteira e em curso na ilha na área do turismo, realçando que S. Vicente é nesta altura o local com mais quartos e unidades de alojamento em construção, o que vai resultar em uma mudança dramatiza da realidade actual. “Mindelo sempre foi uma cidade portuária, que desenvolveu a volta do comércio. Mas o turismo vai agora desempenhar um papel relevante no seu desenvolvimento, com a construção destes hotéis e, sobretudo com os projectos em carteira e que são de grande dimensão e complexidade,”, acrescentou. 

Já o ministro Carlos Santos parabenizou a CMSV pelo Fórum Pensar SV que, do seu ponto de vista, permitiu uma discussão mais coerente e coordenada sobre o futuro da ilha, e o convite para presidir a mesa redonda queclassificou de um sinal demonstrativo de que os poderes local, central, público e privado podem, em conjunto, fazer um trabalho profícuo e demonstrativo do reconhecimento da necessidade desta interligação extrair sinergias e fazer planificações.

S. Vicente é uma ilha pequena, o que nos obriga a uma intervenção cuidada, sobretudo neste momento de transição daquilo de uma ilha portuária, com a sua cidade virada para o Porto Grande, para uma ilha turística. Os poderes públicos, o sector privado não governamental que chamamos de terceiro poder podem ter aqui uma postura coerente para que a ilha e a cidade possa funcionar quase como uma orquestra em que cada um esteja em sintonia com o seu maestro”,  pontuou. 

Durante quatro horas foram apresentados os temas “As ancoras do desenvolvimento do turismo de alto standing de S. Vicente e a sua interligação – turismo urbano e cultural, turismo residencial, náutica de recreio, golfe e porto de turnaround de cruzeiros” por José Almada; “A Importância da abordagem por projectos para o desenvolvimento do turismo. Caso de estudo, o empreendimento Riviera Mindelo Smart City – uma nova centralidade para expansão da cidade do Mindelo” por Gualberto do Rosário e “A importância das marcas e as novas tendencias do turismo mundial” pelo consultor Carlos d’Avilez, seguido de debate. 

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