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Líder da CPR do PAICV de SV elege como prioridades a mobilização dos militantes nas bases e actualização dos cadernos

O novel presidente da Comissão Política Regional do PAICV de São Vicente elege como prioridades a mobilização dos militantes nas bases, a implementação de uma presença efectiva do partido nas zonas, o desenvolvimento de actividades e a actualização dos cadernos eleitorais por forma a debelar os problemas que impediram muitos militantes com quotas em dia de votar na eleição de domingo. Adilson da Graça afirma que a sua candidatura apresentou uma moção de estratégia que alinha todas estas prioridades. 

É que, de acordo com este líder político local recém-eleito, durante este processo deparou com muitos problemas que se arrastam e que não têm sido trabalhados. “Houve uma iniciativa do Secretariado Geral do partido para actualizar e consolidar os cadernos a nível de todas as regiões, mas continuamos com as mesmas dificuldades em São Vicente. Portanto, esta é uma das nossas prioridades. Tivemos militantes que pagam as suas cotas e que não puderam votaram. É uma situação muito triste porque sentem que a sua contribuição não está a ser reconhecida e pode provocar a desmotivação de muitos, sobretudo porque não foi a primeira e nem a segunda vez que aconteceu.” 

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Por isso, uma das primeiras acções será actualizar os cadernos e consolidar as inscrições que já estão na sede do partido. Também vai iniciar um processo de recrutamento e mobilização de militantes. “Em S. Vicente temos 2622 militantes inscritos e são estes que constam do banco de dados nacional. Mas o número deve ser maior se formos ver a quantidade de pessoas que já demostraram vontade de militar, das que já entregaram a sua inscrição na sede do partido e das que são consideradas ou sentem como se fossem militantes, mas os nomes não constam dos cadernos”, pontua. 

Destes 2622 militantes, votaram apenas 935. Adilson Graça lamenta, no entanto, que nos cadernos constam ainda militantes falecidos, emigrados ou deslocados, o que faz com que estes não sejam os números reais de inscritos na ilha. “Encontramos pessoas que faleceram a dez anos e que ainda constam dos cadernos. Estes precisam ser acutalizados com urgência. Precisam de um trabalho de fundo que vai ser feito logo na sequência”. 

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Questionado como pretende aumentar o número de militantes para o partido em SV, o presidente do CPR diz que vai apostar em um trabalho nas bases de recuperar os inactivos. “Queremos que se sintam mais próximos do partido e dar-lhes condições para fazerem uma militância activa. Ao mesmo tempo, vamos tentar recrutar outras pessoas. Este processo será acompanhado de alguma especialização ou formação, consoante as necessidades nas zonas. Por exemplo, poderemos criar focos nas zonas rurais e formar militantes, tanto para o seu trabalho para o partido, como para o dia-a-dia nas suas actividades laborais ou ainda de forma a contribuírem a nível social, cultural ou desportiva”, exemplifica.

Processo tranquilo e pacífico

Adilson da Graça destacou, por outro lado, a forma tranquila e pacifico como decorreu este processo eleitoral, deixando claro que havia algum receio por parte dos militantes de que este fosse mais um momento de divisão interna. “Foi um processo bem trabalhado. Eu e o camarada Jean Emmanuel tivemos várias conversas ao longo desta caminhada. Sempre nos mantivemos próximos e tentamos passar uma mensagem de não fraturação, de focar não nas pessoas e sim no trabalho. Isto fez com que não resvalasse para a parte negativa. Foi bom que o PAICV em SV desse esta imagem de que é possível fazer uma competição interna, sem destruir o essencial do partido”, diz o líder do CPR, que diz esperar que este seja o mote também a nível nacional.

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Nesta linha, pretende recuperar alguns elementos da moção de estratégia do seu adversário, Jean Emmanuel, que considera bons, lembrando que todos são PAICV. “A minha moção fala em abraçar a diversidade. Tínhamos ideias e posições diferentes, mas para o partido. Esta diversidade deve ser vista como fonte de riqueza e não de conflito e destruição. É bom lembrar também que a CPR tem oito vogais, mais três. Os presidentes e vice-presidentes foram eleitos automaticamente. Os demais são escolhidos através do sistema de proporcional. Pelo facto de termos tido 73,4% dos votos, a nossa candidatura elegeu seis vogais e a adversária dois.”

Adilson da Graça termina dizendo que vai estar no Congresso do PAICV, que se realiza em abril próximo, agora como presidente da CPR de São Vicente e não como delegado eleito, e espera que São Vicente tenha uma boa presença nos órgãos do partido por ser uma região política charneira.

 

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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