Ministro da Saúde promete analisar reivindicações dos técnicos e auxiliares descontentes do Hospital Baptista de Sousa

O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, prometeu analisar as reivindicações dos técnicos e auxiliares, que ontem aproveitaram a cerimónia de inauguração da Central de Consultas Ambulatoriais e do Polo Oncológico do Hospital Baptista de Sousa para fazer um protesto. Trajados todos de preto, mas sem fazer qualquer pronunciamento, estes profissionais abandonaram a cerimónia quando o governante, que presidiu o acto, iniciou o seu discurso.
Os esclarecimentos foram prestados à imprensa a pedido do ministro da Saúde, que ficou claramente incomodado com a atitude dos técnicos e auxiliares do HBS, que, não obstante terem optado por não expor os motivos do protesto, fizeram-se notar de forma categórica. O Mindelinsite abordou de forma informal os presentes, que revelaram que o descontentamento se deve ao facto de não terem sido contemplados nos Planos de Cargos, Funções e Remunerações (PCFRs) do pessoal da saúde, recém aprovado.
Jorge Figueiredo explicou que os PCFR aprovados contemplam as classes de médicos, enfermeiros, técnicos de diagnósticos e auxiliares de saúde. “O grande problema está se essa divisão em quatro carreiras responde à totalidade dos profissionais que se encontram no sistema. Eles dizem que não, eu provavelmente defenderei que sim”, declarou à Inforpress.
O ministro prometeu criar uma comissão, com administradores e juristas, que virão a São Vicente para ouvir as demandas do grupo e saber quem faz parte ou não da lista. Na sequência, prossegue, serão constituídos grupos de carreiras que muitas vezes são de várias profissões, mas que fazem parte do mesmo pacote, por exemplo, condutores, canalizadores, electricistas, e enquadrar os que têm 12.º ano e os que não têm.
“É a primeira coisa que vamos tentar resolver de forma concreta – enquadrar todos dentro do Plano de Cargos, Funções e Remunerações e encontrar, provavelmente, uma situação em que nem todos vão ficar dentro. Então, vamos ter que resolver o problema”, assegurou o governante, realçando que a questão está na rapidez com que estes esperam ter o seu PCFR seja posto em prática.
Figueiredo garantiu que o PCFR dos médicos e dos enfermeiros já está finalizado, mas o dos auxiliares está em processo. Informou ainda que as listas provisórias de Transição do Pessoal Técnico de Diagnóstico e Terapêutica do Serviço Público de Saúde (SPS) e do Pessoal Técnico Auxiliar de Saúde do Serviço Nacional de Saúde para o PCFR já foram aprovadas e estão em reclamação por um período de 45 dias.
Posteriormente, a tutela vai recolher as contribuições e publicar listas definitivas.






