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MpD recusou participar no debate da RTC para não “alterar” agenda

O MpD recusou o convite da RCV e da TCV para o debate que deveria acontecer esta sexta-feira entre os líderes dos três partidos que concorrem em todos os círculos eleitorais, justificando essa decisão com “compromissos já assumidos”, nomeadamente acções de proximidade com o eleitorado. A medida apanhou a todos de surpresa, tendo em conta a “indignação” do partido manifestado por altura do cancelamento do debate e o desejo explicito para que este se realizasse “em nome de uma maior clarificação de propostas entre as candidaturas e em honra ao bom nome da democrática.”  

Primeiro em comunicado, e mais tarde pela voz da secretária-geral Filomena Delgado, o partido ventoinha começou por questionar a pertinência da realização do debate no último dia de campanha. “Assim como reagimos com surpresa e indignação à anulação do debate prevista para o passado dia 11 de abril, reagimos também agora com surpresa, por se propor um debate para a última noite da campanha eleitoral”, afirmou Filomena Delgado.

Para honrar a palavra dada aos cabo-verdianos, diz, o partido não pode agora defraudar as expectativas criadas com as acções de encerramento de campanha, que já tem agendadas para hoje. O MpD, prossegue o comunicado, “louva o esforço” da RTC em criar as condições técnicas para a realização do debate antes cancelado, mas defende que “na última noite de campanha não contribui para uma clarificação maior do que já foi feito ao longo de todas as iniciativas de esclarecimento desenvolvidas junto dos cabo-verdianos”.

Entretanto este argumento não convenceu nem o PAICV e muito menos a UCID que, logo após a revogação da deliberação n.80/Legislativas 2021 da Comissão Nacional das Eleições confirmaram a sua disponibilidade em marcar presença no debate.

A RTC, refira-se, decidiu retomar o debate entre os líderes dos partidos concorrentes em todos os 13 círculos eleitorais depois que o Tribunal Constitucional concedeu provimento ao recurso interposto pelos democratas-cristãos, revogando a decisão da CNE na parte em que condiciona a realização do debate eleitoral à participação de todos os partidos concorrentes às legislativas de 18 de abril de 2021.

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