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INSP inicia primeiro Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo de nível intermédio em Cabo Verde

O Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) inicia, na próxima segunda-feira, 3 de agosto, a primeira edição do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo (EpiCV) de nível intermédio. Trata-se de um marco no reforço da capacidade nacional de vigilância em saúde e resposta a emergências de saúde pública.

A sessão de abertura está marcada para as 09h00, na Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde, e será presidida pelo secretário de Estado da Saúde, Artur Veiga. Para o primeiro dia, estão previsto a apresentação da agenda e confirmação do cadastro moodle, treinamento em epidemiologia de campo, cenário epidemiológico e gestão em vigilância em saúde no território e aulas de revisão de vigilância e introdução à epidemiologia e epidemiologia descritiva.  

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Nos dias subsequentes, serão apresentados estudos de caso, nomeadamente de epidemiologia descritiva – Leptospirose Cazaquistão, estatística descritiva básica: tipos de variais e medidas de tendencia central e dispersão, importância da formação em epidemiologia de campo no enfrentamento às emergências em saúde pública e estudo de caso básica IRAs em Cabo Verde. O programa prossegue com outras valências, designadamente estudo de caso de de Dengue, exibição de dados de vigilância e avaliação de sistemas de vigilância. 

Os Programas de Treinamento em Epidemiologia de Campo (Field Epidemiology Training Programs – FETP) são reconhecidos como um dos principais modelos de formação para dotar os países de profissionais qualificados em vigilância epidemiológica. Atualmente, estão implementados em mais de uma centena de países, distribuídos por todos os continentes.

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Em Cabo Verde, a implementação do Programa de Epidemiologia de Campo começou a ser delineada após a Avaliação Externa Conjunta, realizada em 2019, que identificou fragilidades no sistema de vigilância, entre elas a escassez de epidemiologistas no território nacional. Em resposta, o INSP, em articulação com a DN da Saúde, iniciou em 2020 os trabalhos para a criação do programa.

Desde a implementação do nível Linha da Frente, o EpiCV já formou mais de 100 epidemiologistas de campo, através de oito turmas, abrangendo todos os concelhos do país. Durante este período, o INSP, com o apoio da Associação Brasileira de Epidemiologistas de Campo (ProEpi) e dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), desenvolveu um plano de sustentabilidade para garantir a autonomia do programa e permitir a sua expansão para níveis mais avançados de formação.

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Segundo o INSP, os resultados alcançados e a maturidade do programa criaram as condições para a implementação do nível intermédio, considerado um passo importante para consolidar as competências nacionais na área da epidemiologia de campo. A primeira turma será realizada no âmbito do Projeto de Segurança Sanitária na África Ocidental e Central e do Fundo Pandémico, através da Unidade de Gestão de Projetos Especiais (UGPE), com o apoio da ProEpi. A primeira oficina presencial decorrerá entre os dias 3 e 7 de agosto, especifica. 

O programa pretende formar, até março de 2027, uma rede de até 18 profissionais capazes de produzir relatórios sobre cenários de saúde pública, avaliar sistemas de vigilância, conduzir investigações de surtos utilizando epidemiologia descritiva, elaborar resumos científicos, relatórios de vigilância e de investigação de campo, além de participar em estudos epidemiológicos.

Com duração de nove meses e uma carga horária total de 564 horas, a formação está organizada em cinco módulos e adota um modelo de aprendizagem híbrido, combinando aulas presenciais, orientação virtual e presencial e atividades práticas de campo supervisionadas. Diz o INSP que o lançamento desta nova etapa representa mais um avanço no fortalecimento da vigilância epidemiológica e da capacidade de resposta de Cabo Verde perante emergências de saúde pública, contribuindo para a consolidação de um sistema de saúde mais resiliente e preparado para enfrentar futuros desafios sanitários.

 

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Constanca Pina

Formada em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ). Trabalhou como jornalista no semanário A Semana de 1997 a 2016. Sócia-fundadora do Mindel Insite, desempenha as funções de Chefe de Redação e jornalista/repórter. Paralelamente, leccionou na Universidade Lusófona de Cabo Verde de 2013 a 2020, disciplinas de Jornalismo Económico, Jornalismo Investigativo e Redação Jornalística. Atualmente lecciona a disciplina de Jornalismo Comparado na Universidade de Cabo Verde (Uni-CV).

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